Governo prepara golpada com os votos dos emigrantes

Nacional

Trata-se de uma verdadeira golpada. Nos últimos quatro anos, o governo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas expulsou do país meio milhão de portugueses. Praticamente 7% do eleitorado e que potencialmente estaria disposto a rejeitar nas urnas as políticas dos que os puseram a milhares de quilómetros das suas famílias e amigos. Este é apenas um dos casos que chegou ao nosso blogue. Divulguemos e denunciemos as artimanhas anti-democráticas do governo PSD/CDS-PP.

“Ex.mo Senhor
Dr. Jorge Migueis
Comissão Nacional de Eleições

C/conhecimento
Ao Ministro dos Negócios Estrangeiros
e ao Ministro da Administração Interna

RECLAMAÇÃO/PROTESTO

Eu, JORGE FERREIRA DE AMORIM, residente na Avenida Jardim de Campinas de Pirajá, 87E – Campinas de Pirajá – 41275-132 – SALVADOR – Bahia – BRASIL, com o cartão de cidadão nº 05065633 e o nº de eleitor 1336, inscrito no Consulado de Salvador da Bahia venho por esta forma reclamar e protestar por estar impedido de exercer o meu direito constitucional do DIREITO AO VOTO, pelo facto de até hoje, sexta-feira, 2 de Outubro não ter chegado á minha residência o envelope com os respectivo Boletim de Voto.

As Eleições Legislativas 2015 ficam marcadas no Brasil por diversas irregulardades e incompetências da Embaixada e Serviços Consulares, bem conhecidos da opinião pública, sem que nehuma entidade tenha tomado as devidas medidas para as evitarem, designadamente:

uma enorme falta de informação aos emigrantes portugueses sobre o processo eleitoral, dando informações erradas como foi no caso do prazo do recenseamento eleitoral (ex: Salvador, São Luís do Maranhão, São Paulo) ou ainda demonstrando a mais aberrante imcompetência justificando não ter pessoal que soubesse introduzir os dados no sistema informático (ex. Salvador);
Casos há, de pessoas já falecidas continuarem inscritas nos cadernos consulares, recebendo os seus familares, os respectivos votos em casa (ex: Rio de Janeiro);
A par destas irregularidades, já por si graves, os serviços do MAI, ao expedir os envelopees do processo de votação para a residência dos emigarntes “esqueceu-se” de colocar no envelope de retorno o pais a que se destina: PORTUGAL;
Finalmente, certamente tal como eu muitos emigrantes chegam ao dia de hoje, 2 de Outubro, sem que tenham recbido o referido envelope que lhes permite exercer o direito ao voto.

Esta reclamação/protesto tem como obejctivo denunciar junto das entidades competentes tais situações e demonstrar a mais viva indignação como cidadão português pelas situações acima relatadas.

Aguardando uma explicação subscrevo-me com os meus
Respeitoso cumprimentos.

Jorge Ferreira de Amorim”