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“Ucrânia: as máscaras da revolução”



“Passaram-se dois anos desde o golpe, mas, enfim, algum veículo ocidental decidiu abdicar da propaganda odiosa das agências de notícias internacionais e de fato fazer jornalismo em relação à Ucrânia. Trata-se do documentário “Ucrânia: as máscaras da revolução” – disponível, por ora, somente em inglês, alemão e francês.

Realizado pelo jornalista Paul Moreira e exibido pela emissora francesa Canal+, o documentário já é uma realização memorável simplesmente por ser francês – afinal, tudo o que se tem dito nos últimos anos contra o regime de Kiev tem sido descartado, por neoliberais, pretensos democratas, fascistas e até mesmo ditos socialistas confusos como “propaganda russa.” Para além disso, é importante notar também que Paul Moreira expressa, de forma bem clara, não ser nenhum tipo de radical pró-russo, mas um liberal, com uma visão política ocidental, que se preocupa com a “democracia” na Ucrânia – inclusive chega a dizer, ao introduzir sua reportagem, que vibrava pelos manifestantes que ocupavam Kiev e confrontavam a polícia em 2013, ao assistir às imagens pela TV.

O tema central da reportagem é a forma como os fascistas tomaram o país, se tornaram uma força política inquebrável, organizaram batalhões militares, de como influenciam a política – quando, é claro, não ocupam cargos. Mostra de maneira aberta e concreta a violência dos fascistas ucranianos tanto ideologicamente, nas noções abertamente xenofóbicas e genocidas, como em suas práticas – bloqueios à Crimeia, intimidação por meio da força, organização e treinamento de milícias, além de assassinatos em massa. E por fim demonstra o que muitos, inclusive o Presidente Poroshenko, têm tentado negar a todos os custos nos últimos anos: os fascistas não são um setor radical à parte do governo golpista, mas uma célula chave dele, incorporada em cargos, na Assembleia, etc.

É claro, há problemas no documentário: trata muito superficialmente do papel que os Estados Unidos tem tido na Ucrânia, como se a política dos falcões fosse somente a de ignorar os fascistas – quando, de fato, financiaram e apoiaram o golpe abertamente.

Mas é uma obra importante por um simples motivo: o espaço que dão a fascistas, políticos ucranianos e figuras do alto-escalão americano é como uma corda. Com sua capacidade intelectual de sempre, se enforcam em frente às câmeras, imaginando levar a cabo grandes proezas diplomáticas.

Pedro Marin foi editor da Revista Opera, que contou, em 2015, com um correspondente na Ucrânia, e atualmente escreve para o site Global Independent Analytics.”
Via Diário Liberdade

Alerta antifascista… e na primeira linha o partido comunista!

Os patrões condenam, os jornais escondem, os fascistas atacam. Um grupo de neonazis atacou, esta tarde, pelo menos três pessoas, entre as quais uma que saía do comício da CDU que encheu, esta tarde, o  Coliseu dos Recreios. Quantas páginas dedicará à versão das vítimas a próxima edição do Expresso?

Foi assim durante toda a tarde: a pretexto de uma manifestação contra a «islamização», capangas fascistas percorreram impunemente as ruas de Lisboa, provocando negros, comunistas e homossexuais.

Mais, na verdade, foi sempre assim: os cabeças-rapadas só agridem e fogem porque os donos da comunicação social estão mais interessados em ver as traseiras dos autocarros a caminho de um jogo que ouvir as vozes que lutam por um país mais justo. Da mesma forma que os fascistas sempre foram a vanguarda do capital, os comunistas continuarão a ser a vanguarda dos trabalhadores.

Nenhuma rua para o fascismo, nenhum voto neutro.

Na juriš! (35 anos depois de Tito)





(Na juriš! é uma Canção da resistência jugoslava, composta em 1943, pela Brigada Eslovena “Levstik”, e que aqui é interpretada pelo Coro Partizan de Trieste ‘Pinko Tomazic’)

Na  juriš!

Ao assalto, ao assalto, ao assalto,
Ecoa nas madeiras o clamor dos combatentes,
As fileiras inimigas são grandes!
Atirar, esquivar, bater, atirar!
Ao assalto Partizan
Antes de ti é o dia da liberdade.
Atirar, esquivar, bater, atirar!
Ao assalto Partizan
Antes de ti é o dia da liberdade.

Ao assalto, ao assalto, ao assalto,
Vingaremos as casas queimadas,
Vingaremos todos os nossos túmulos!
Baniremos os demónios e pouparemos o sofrimento!
Ao assalto Partizan
Antes de ti é o dia da liberdade.
Baniremos os demónios e pouparemos o sofrimento!
Ao assalto Partizan
Antes de ti é o dia da liberdade.

Ao assalto, ao assalto, ao assalto,
Já canta a nossa metralha
Pelas florestas, pelos vales e montanhas,
Dispara e não falha, de sangue inimigo
A terra deve banhar
Ao assalto, Partizan!