Do cotovelo da Terra à pestana do Mundo, eis que o Feminismo-L’Óreal voltou a cruzar o estreito de Ormuz. Tem barbas mais brancas do que as do próprio Ayatollah esta obsessão do Ocidente com o que as mulheres vestem nos países de maioria muçulmana, tendo-se fossilizado uma lógica pobrezinha, já aqui endereçada, em que os níveis de liberdade sobem tanto quanto a bainha das saias, numa relação de proporcionalidade directa. Dir-se-ia que também por aqui paira uma nova polícia da moral, aliada à polícia da moda. Pois que, para as feministas liberais, negacionistas da luta de classes, trata-se bem mais de moda do que de emancipação colectiva. Essa mesma obsessão tem sustentado e feito circular uma igualmente pobre ladainha sobre “libertação” das mulheres. Curiosamente, note-se, falamos de mulheres que têm por destino nascer entre o Top 10 dos produtores da OPEP. Para todos os males, bombas. Assim como assim, mulheres mortas não usam hijab.
Feminismo-L’Óreal e a falta de Xá
