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O salto de Aleksei Leonov

Nas páginas da História dedicadas aos pequenos passo para uns mas grandes passos para a Humanidade, cumpre recordar um feito do projecto cosmonáutico soviético bem como de um dos seus Comandantes. Em 18 de Março de 1965, o Comandante Aleksei Leonov fez o primeiro passeio espacial, após sair de bordo da nave espacial Vostok 2, durante 12 minutos e 9 segundos, apenas ficando ligado à Vostok 2 por uma corrente de cerca 5 metros de cumprimento.

Aleksei Leonov fez parte do grupo de pilotos da Força Aérea Soviética que formou o primeiro grupo de cosmonautas soviéticos em 1960.

Após o seu regresso de órbita na Vostok 2, e com o sucesso alcançado, Aleksei participou ainda em diversos outros projectos, entre os quais estavam uma viagem circunlunar a bordo da nave Soyoz bem como atingir a Lua com a Lok/N1(ambos os projectos não se concretizaram, por riscos e inutilidade superveniente). Mais tarde, seria também Comandante da metade Soviética da missão Apolo-Soyus, a primeira missão espacial conjunta União Soviética-Estados Unidos.

Entre 1976 e 1982 Aleksei foi Comandante da equipa de Cosmonautas e Director-Adjunto do Centro de Treino de Cosmonautas Yuri Gagarin na Cidade das Estrelas. Foi director do jornal Neptuno.

Aleksei veio também a publicar diversos obras com trabalhos plásticos sobre a Terra e as tripulações que o acompanharam.

Primeira vez
No próximo dia 12 de Abril estreará na Rússia o filme “Primeira vez”, gravado em 3D, com realização de Dmitry Kiselyov e com o actor Yevgeny Mironov no papel de Aleksey Leonov. Um filme que pretenderá fazer a reconstituição possível da preparação da viagem, das suas dificuldades e desafios, mas que infelizmente não terá qualquer divulgação ou projecção por cá.

A alvorada das mulheres #centenário19172017

A Revolução bolchevique de 1917 e o transformador processo de construção socialista que se lhe seguiu afectou profundamente todo o século XX e contribuiu para, em todo o mundo, serem criados poderosos movimentos de libertação nacional e social – no seio do qual o movimento comunista internacional, a que Outubro deu origem, desempenhou um papel crucial e decisivo – que transformou a face do nosso planeta.

A Revolução que abalou o mundo teve profundas e impressivas consequências nos direitos humanos e sociais e contribuiu para mudar o papel histórico e a vida dos operários, das classes exploradas e oprimidas, transformando as suas vidas e toda a estrutura jurídica e social não só na então União Soviética como em toda a Europa.

As mulheres conheceram, em resultado desta Revolução, alterações que marcaram uma nova etapa no reconhecimento dos seus direitos quebrando com séculos de discriminação, violência e desumanização contra si, contribuindo, em simultâneo, para o reforço da luta operária em todo o mundo e para a consciencialização que a emancipação humana apenas acontecerá quanto todos os explorados se libertarem dos seus exploradores, numa luta que, tendo diferenças, é feita marchando lado a lado – mulheres e homens.

A reescrita da história, no ano em que se completam 100 anos sobre a Revolução de Outubro, será mais intensa, pretendendo apagar as conquistas resultantes não só da Revolução, mas sobretudo do processo de construção socialista daí decorrente. Pretendo, assim, contribuir, na medida das minhas capacidades, para a discussão sobre este marco histórico, com uma série de textos que incidirão essencialmente sobre a chamada «questão feminina» e o impacto da Revolução de 1917.

I – A reflexão comunista e a situação da mulher antes da Revolução (1ª parte)

O quadro político e social pré-revolucionário estava marcado não só pela forte exploração da classe trabalhadora, legitimada por impérios colonialistas e pela primeira grande crise em que o imperialismo lançou o planeta como pelos milhões de mortos, pela fome e miséria decorrentes da 1ª Guerra Mundial. A situação da mulher, no plano jurídico, correspondia (embora nunca na exacta medida) ao nível de brutal discriminação e exploração a que estava sujeita.

Nos EUA, a Declaração da Independência era clara na sua posição de superioridade do homem branco proprietário. Perante as reivindicações de igualdade, John Quincy Adams afirmou não estar disposto a abrir mão do sistema «masculino».

A própria Revolução Francesa, em 1789, repetia a fórmula na Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos, sendo à data a utilização da linguagem propositada e literal: a garantia de direitos dos homens era mesmo a garantia dos direitos dos homens e não da humanidade como hoje é amplamente entendido. Para Jean-Jacques Rousseau, ao homem deveria caber o mundo da política (e do trabalho produtivo) e à mulher o restrito espaço do lar (como se pode aferir no capítulo dedicado ao casamento no livro Emílio ou Da educação onde se lê “a rigidez dos deveres relativos a ambos os sexos não pode ser a mesma. Quando a mulher se queixa a esse respeito da injusta desigualdade que o homem institui, ela está errada; tal desigualdade não é uma instituição humana, ou pelo menos não é obra do preconceito, mas da razão”.

Com as lutas operárias que varreram os Estados Unidos, sempre impulsionadas por um poderoso movimento sindical, sobretudo na exigência da redução da jornada de trabalho foi potenciada a disseminação das lutas mais gerais das mulheres a par do movimento sufragista.

Não obstante, a luta pelo voto feminino foi sempre a principal reivindicação no horizonte das feministas. As suffragettes (e aqui aconselha-se o filme homónimo lançado em 2015 e o telefilme Iron Jawed Angels 2004, a meu ver, muito mais interessante) surgem em Inglaterra em 1897, com a fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino por Millicent Fawcett (1847-1929).


Nos EUA, em 1840, Lucretia Mott e Elizabeth Cady Stanton são impedidas de participar da Convenção Mundial Anti-Escravidão realizada em Londres levando-as a organizar a Convenção das Mulheres nos EUA e em 1848, em Seneca Falls dá-se a primeira Convenção dos Direitos da Mulher. No ano seguinte, a primeira Constituição de um estado, Califórnia, estende o direito de propriedade para as mulheres. Em1857, a lei do Direito à Propriedade para a Mulher Casada passa no Congresso dos EUA passando a mulher casada a ter o direito de processar, ser processada, fazer contratos, herdar e legar propriedade.

Em 1866, Elizabeth Cady Stanton e Susan B. Anthony formam a Associação Americana para a Igualdade de Direitos, uma organização dedicada ao objectivo de direito ao voto para todos, independentemente do sexo ou raça: “Aos homens os seus direitos e nada mais; às mulheres os seus direitos e nada menos!”. Estas mulheres fundam posteriormente a Associação Nacional para o Sufrágio Feminino (NWSA), uma instituição mais radical, para atingir o voto através de emenda constitucional, bem como empurrar as questões de outros direitos da mulher. Em 1890 a Federação Americana do Trabalho declara apoio ao voto feminino. Entre 1890 e 1925, mulheres de todas as classes e origens entram na vida pública e conquistam o direito ao voto, estado a estado.

Em Portugal, apenas em 1911 aproveitando a não especificação do sexo na lei, Carolina Beatriz Ângelo votou, defendendo sempre o direito ao voto no quadro da sua classe social, ao mesmo tempo em que advogava a exploração das mulheres operárias: o direito ao voto seria da mulher branca e proprietária. Em 1926, à mulher portuguesa «chefe de família» foi reconhecido o direito de voto nas eleições para as juntas de freguesia – não para as câmaras municipais –, sendo a sua capacidade eleitoral determinada unicamente em função da chefia da família. Em 1931, o Decreto n.º 19 694, de 5 de Maio determinou que «as mulheres, chefes de família viúvas, divorciadas ou separadas judicialmente e tendo família a seu cargo, e as mulheres casadas cujo marido está ausente nas colónias ou no estrangeiro» podiam pertencer a corporações administrativas inferiores.

Ou seja, muito estava por fazer e a generalidade dos movimentos exigiam apenas o voto da mulher no quadro do sistema capitalista, privilegiando a burguesia no exercício destes direitos.

Para August Bebel (1840-1913), operário e militante social democrata alemão, na sua obra A mulher e o socialismo, de 1879, reconheceu as especificidades da luta das mulheres afirmando que estas “sofrem duplamente: de um lado sofre sob a dependência social dos homens, a qual se suaviza, porém não se elimina com a igualdade formal de direitos perante lei, e, de outro lado, devido à dependência económica em que se acham as mulheres em geral”. “As irmãs adversárias [referindo-se às burguesas e operárias] têm em maior proporção que o mundo masculino (…) uma série de pontos em comum ao qual podem dirigir sua luta (…)” sublinhando assertivamente que para os socialistas “não se tratava apenas de realizar a igualdade de direitos da mulher como o homem no terreno da ordem social e política existente, o qual constitui o objectivo do movimento feminino burguês, mas de eliminar todas as barreiras que fazem que o homem dependa do homem e, portanto, um sexo ao outro (…). Daí que quem persiga a solução total da questão feminina deve unir-se a quem tem inscrita em sua bandeira a solução da questão social e cultural para toda a humanidade, ou seja, os socialistas”.

“Para nós socialistas, o direito de voto das mulheres não pode ser o objectivo final, diferentemente das mulheres burguesas, porém consideramos a conquista deste direito como uma etapa bastante importante no caminho que levará até o nosso objectivo final”.

Clara Zetkin (1857-1933) foi a primeira grande líder feminina do movimento socialista alemão e internacional. Em 1907, em Estugarda num congresso da Internacional Socialista afirmou que “Os partidos socialistas de todos os países têm o dever de lutar energicamente pela conquista do sufrágio universal feminino (…) direito que deve ser reivindicado vigorosamente em todos os lugares de agitação e no parlamento” sublinhando que o “reconhecimento do direito de voto ao sexo feminino não suprime a contradição entre exploradores e explorados (…). Para nós socialistas, o direito de voto das mulheres não pode ser o objectivo final, diferentemente das mulheres burguesas, porém consideramos a conquista deste direito como uma etapa bastante importante no caminho que levará até o nosso objectivo final”.

continua

Os Liquidadores de Chernobyl, Heróis da Humanidade

– 1:24 de 26 de Abril de 1986, durante a execução de um teste de segurança na Central Nuclear de Chernobyl explode o reactor número 4.
Novamente a Humanidade será colocada à prova. Numa situação que comportará desafios e riscos humanos absolutamente aterradores pelo que se poderia calcular, e outros, então ainda inimagináveis.

Tendo em conta algumas testemunhas sobreviventes o desastre começa durante o teste de segurança, por erro humano, com a supressão absolutamente irresponsável do cumprimento de algumas premissas essenciais do Regulamento de Segurança Nuclear da União Soviética. Ou seja, os técnicos e engenheiros presentes(não todos) terão negligenciado na execução do seu trabalho de algumas normas de segurança, iniciando um processo em que erros de execução e seguintes erros de correcção se sucedem e agravando tudo até à explosão do reactor 4.

Após a explosão do reactor são logo chamados a intervir numa primeira linha os serviços de bombeiros da cidade vizinha de Pripyat(uma cidade construída de raiz para apoio à Central) que combatem as chamas como podem com milhões de litros de água e nitrogénio líquido.
No centro do reactor 4 debaixo de 14 metros de destroços a grafite que revestia o combustível nuclear queimou-se e derreteu o urânio, a precipitação radioactiva que originaria seria cem vezes maior que a potência combinada das duas bombas atómicas lançadas sobre o Japão
Do reactor apenas ia saindo uma estranha fumaça fina, mas que já era a radiação. 
Por esta hora ninguém teria noção exacta do impacto na Central do acidente e das iminentes consequências posteriores. 
No dia seguinte a vida aparentava a normalidade possível. A cidade não foi evacuada e as primeiras equipas de técnicos, cientistas e engenheiros da URSS apenas agora chegavam a Pripyat e inclusive ficam instaladas num hotel em pleno centro da cidade.
Anormal por então segundo os habitantes, apenas, um saber estranho na boca, meio metálico meio ácido. Já era o iodo radioactivo.
As medições começaram então a ser feitas, numa época em que a unidade de medida ainda era o Roetgen. Em 26 de Abril de 1986 o nível de radioactividade já era 600 mil vezes superior ao normal. Houve quem pensasse que as máquinas de medição não poderiam estar bem. E ninguém sabia no dia seguinte que o reactor continuava a expelir radioactividade. Nesse dia 26, em Pripyat a radiação já estava 50 vezes superior ao nível considerado inofensivo, a aproximação física ao local da Central aumentava exponencialmente os níveis de radiação e 15 minutos de proximidade poderiam ser fatais.
Começa então a rápida evacuação da cidade e zonas limítrofes. A radioactividade continuava a subir.
48 horas depois já só os militares e membros da comissão cientifica permanecem em Pripyat, no mesmo hotel em pleno centro, provavelmente continuavam a desconhecer a real gravidade da situação e respectivos impactos.
Perante as medições da radioactividade e os sucessivos alertas que começam a chegar, inclusive de países vizinhos, procurou-se informação precisa e o estabelecimento de medidas prioritárias. A observação do reactor confirmou a explosão e a sua destruição.

A URSS decide então lançar sobre o reactor, através de helicópteros, areia e chumbo aos milhares de toneladas em sucessivas viagens. Bravos pilotos condenam a sua vida a brutais níveis de radiação sob os céus da Central, muitos perecerão em pouco tempo. Por esses dias seguintes começam a surgir as primeiras vitimas civis e militares por exposição à radiação. Primeiro as náuseas e as tonturas, depois as queimaduras e depois os piores horrores que o ser humano pode passar.
As partículas radioactivas começam a cair com as chuvas, os ventos vão
destruindo paisagens e florestas, as poeiras radioactivas espalham-se, a Bielorrúsia e a Ucrânia são imediatamente afectadas. Países a
milhares de quilómetros sentiram os seus níveis radioactivos subir.
O ataque aéreo tornava-se insuficiente, nem paliativo, seria mesmo necessário entrar na Central. Mineiros(cerca de 10 mil, trabalhando por turnos, de idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos) e Engenheiros teriam de entrar, escavar túneis subterrâneos, selar fissuras, retirar materiais. Como se referiu, algumas das primeiras medidas tomadas revelaram-se inócuas e até posteriormente prejudiciais em alguns aspectos.
Os lençóis subterrâneos por baixo da Central estavam em grande perigo ameaçando os rios que atravessavam e serviam algumas grandes cidades. Era urgente restabelecer a todo o custo as temperaturas dentro da central pois uma nova explosão poderia condenar toda a vida humana num raio milhares de quilómetros em poucas horas, era este o maior perigo.
A radioactividade constituía um inimigo invisível e absolutamente aterrador, a Central uma ameaça sem precedentes.

Liquidadores, Heróis da Humanidade

Toda a União Soviética foi mobilizada, todos os recursos se viraram para o controlo possível da catástrofe.
Perante a catástrofe e o holocausto eminente, cerca de um milhão de cidadãos vindos de toda a URSS vêm para a região de Chernobyl participar nas infinitas tarefas de limpeza nuclear. Militares e civis, muitos voluntariamente, de todas as profissões, idades e repúblicas soviéticas, faziam o melhor que podiam. Era preciso limpar a poeira radioactiva que tudo cobria, liquidar os animais para evitar contaminações, enfim um conjunto enorme de tarefas perigosíssimas. A alcunha deste heróis era Liquidadores. Eram os Liquidadores e a sua missão era liquidar, acabar com a radioactividade.
Estariam constantemente cobertos de poeira radioactiva, estariam expostos a níveis de radioactividade brutais e que se desconhecia em precisão e cujas consequências poderiam ser as piores possíveis.
Estes homens e mulheres já sabiam ao que vinham. Sabiam o que deixavam para trás nas suas casas e ao que provavelmente se condenavam. E de facto muitos não sobreviveram e muitos sofreram(e sofrem) terríveis sequelas para sempre.
Em diversas tarefas, os níveis de radiação destruíam as próprias máquinas que as executavam, e então os próprios Liquidadores substituíam máquinas. Ganharam também assim a alcunha de “bio-robots”.
O imenso sacrifício dos Liquidadores, o seu sentido de responsabilidade, a sua dádiva à Humanidade é impossível de adjectivar. Algo que apenas se tenta perceber e sentir.
Após as primeiras linhas de trabalhos junto do reactor se terem manifestado úteis e imprescindíveis para alguns riscos, continuavam no entanto a ser globalmente insuficientes, era agora preciso atacar o coração do reactor 4, ir ao seu cimo e iniciar os trabalhos para a construção de um sarcógafo que pudesse, dentro do possível, selar todo o reactor.
Nunca um projecto destes tinha sido feito, seria necessário projectar e construir uma estrutura colossal num lugar onde humanos apenas poderiam trabalhar durante segundos, literalmente segundos. Era preciso levar homens e máquinas ao topo do reactor e para isso até instrumentos e robots do projecto espacial soviético chegaram a ser utilizados. Para a construção do sarcófago foram necessários 1000 metros cúbicos de cimento.
Todo o trabalho realizado desde a explosão até à construção do sarcófago, já teria custado financeiramente, 18 biliões de rublos.

3 Heróis 

A dado passo foi necessário retirar a água de uma piscina radioactiva que se formou no interior da Central, devido ao perigo de corrosão radioactiva e posterior infiltração nos solos, era absolutamente necessário abrir uma válvula que permitiria a passagem dessa água para outro espaço já seguro. O problema é que essa válvula estava dentro dessa piscina e quem lá fosse provavelmente já não regressaria.
O Técnico Alexei Ananenko, o Engenheiro Valeriy Bezpalov ofereceram-se. Ainda assim precisavam de mais uma pessoa para apoio, pelo que um jovem trabalhador da Central terá dito “Eu vou com vocês”, o seu nome era Boris Baranov.
Foram e cumpriram a missão salvando tecidos de água que abasteciam alguns dos principais rios da Europa e da URSS.
Sobre o que se passou após cumprirem a missão não se sabe precisamente, existindo apenas alguns rumores. Um primeiro, segundo o qual nunca chegaram a regressar, e outro rumor de que regressaram mas que pouco depois terão falecido por síndrome radioactivo.

7 meses após a explosão e o início dos trabalhos com a conclusão da construção do sarcógado da Central e a limpeza da área, as autoridades militares após se ter enfrentado níveis gigantescos de radiação, limpado toda a grafite e realizado tarefas tão heróicas consideraram ser necessário um acto simbólico para a conclusão dos trabalhos, decidiram hastear a bandeira soviética no topo da Central.
Para o jornalista Igor Kostin que acompanhou todo o processo “hastear a nossa bandeira ali foi como hasteá-la no Reichstag quando Exército Vermelho derrotou o fascismo, para aqueles soldados a bandeira era um símbolo do triunfo sobre a radioactividade”.

O preço do desastre de Chernobyl de que se assinalam 30 anos, muito resumidamente, é incalculável sob todos os aspectos. Eventualmente até para a própria existência da URSS.
Os impactos ambientais e humanos do desastre continuam a fazer-se sentir até aos dias de hoje.
O sarcófago foi construído para resistir precisamente 30 anos. E aparentemente tem aguentado a sua tarefa, estando em construção um novo que o cobrirá.
E para acrescentar um pouco mais de incrível…a verdade é que até há poucos anos, o resto da central Nuclear de Chernobyl ainda funcionava, aliás, nunca parou de funcionar…