Eu quero falar com o meu pai

Nacional

Nos piores momentos, o meu pai, de 89 anos, ficava tão confuso que achava que estava no forte de Peniche. Eu tentava explicar-lhe que não estava preso, mas era em vão. Ele temia que quando as visitas terminassem houvesse outro interrogatório. Quando as funcionárias do lar passavam, suspeitava que a PIDE-DGS nos estivesse a escutar e eu, a chorar, garantia-lhe que não, papá, que já estás livre, porra, que fizeste o 25 de Abril.

Agora, eu próprio já não sei se o meu pai estava mesmo a alucinar, nem sei mais quem está mais demente, se o meu pai se os que se dizem sanos. É que a demência às vezes é cruel, mas a crueldade é sempre demente: quando o meu pai testou positivo para a COVID-19, o lar decidiu que a família não pode contactá-lo. Nem por telefone nem via internet. Nem quando o meu pai foi preso político, encarcerado por presidir ao Sindicato dos Jornalistas, esteve completamente incomunicado. Até os fascistas permitiam que os presos, de vez em quando, falassem com a família. A PIDE fez-lhe a estátua, mas não se lembrou desta tortura.

Não consigo imaginar o sofrimento dele: confuso, fechado sozinho num quarto, 24 horas por dia, sem poder falar com a mulher nem com os filhos. Somar 89 anos e um estado de saúde precário à COVID-19 não dá expectativas animadoras. Explicámos ao CBESQ, um lar para os lados de Queluz onde o meu pai está institucionalizado, que se nos privarem do direito a falar com ele enquanto estiver infectado, podemos nunca mais poder falar com ele. Insistimos que não há quaisquer razões sanitárias para não introduzir permanentemente um tablet no quarto dele, mas a direcção do lar não concorda. Parece que o CBESQ não segue só as recomendações da DGS – Direcção-Geral de Saúde, que naturalmente não diz nada sobre os infectados com COVID-19 não poderem usar telefones, mas também cumpre devotamente as recomendações da outra DGS, a velha Direcção Geral de Segurança.

Em Portugal ninguém pode ser privado no direito a contactar a família. Nem aos perpetradores dos crimes mais hediondos é negada essa chamada telefónica. Mas dentro de incontáveis lares de idosos deste país não impera a lei da república, mas a lei do mais forte. O que a direcção decide é lei: podem transformar recomendações em obrigações; podem virar do avesso direitos e chamar-lhes proibições; podem até mudar de opinião arbitrariamente e dizer o contrário e o seu oposto… Podem fazer quase tudo, que ninguém se atreve a protestar porque, afinal de contas, são eles que têm os nossos familiares como reféns.

O CBESQ não quer saber se a DGS, na informação n.º 016/2020, no ponto 5.2.1, diz que «a área de “isolamento” deve ter ventilação natural, ou sistema de ventilação mecânica, e possuir revestimentos lisos e laváveis (ex. não deve possuir tapetes, alcatifa ou cortinados). Esta área deverá estar equipada com: telefone». O CBESQ não quer saber se a DGS, na informação n.º 011/20, no ponto 7, diz que «As ERPI, UCCI da RNCCI e demais estabelecimentos de apoio social devem incentivar e garantir os meios para que os utentes possam comunicar com os familiares e amigos através de vídeo chamada ou telefone». O CBESQ não quer saber se a DGS através da orientação n.º 009/20 diz, no ponto 2, alínea A, que «as instituições devem garantir os meios para que os residentes possam comunicar com os familiares, nomeadamente videochamada ou telefone».

O Estado retirou-se das suas obrigações sociais com a terceira idade, lavou as mãos como Pilatos e passou a bola a milhares de pequenos tiranetes privados, que dão a cruz a beijar aos utentes com a mesma facilidade que proíbem os familiares de se aproximarem mais do que quatro metros sobre uma piscina de lixívia. E este não é um problema do meu pai, é um problema de milhares de idosos sequestrados em lares a que a COVID-19 veio partir a espinha. As faltas já lá estavam todas: de recursos humanos, de salários dignos, de formação, de licenciamento, de transparência, de higiene, de estímulo intelectual, de qualidade. A COVID só veio dar o golpe de misericórdia.

A Direcção do CBESQ tão rapidamente diz que não podemos contactar o meu pai por falta de recursos humanos como garante que é por razões sanitárias, para sua própria protecção. Vá se lá saber porquê. No lar do meu pai, faltam trabalhadores para garantir que todos os utentes comem e bebem água. O meu pai já esteve tão desidratado que precisou de soro para não morrer. Matam-nos de tristeza, matam-nos à fome e à sede e matam-nos de confusão. Mas de COVID, não.

Hoje participei à PSP que os direitos humanos do meu pai estão a ser atropelados. Citava ao agente que me atendeu o Artigo 72.º da Constituição que diz que «As pessoas idosas têm direito (…) a condições de habitação e convívio familiar que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social». O agente, educadíssimo, respondeu-me com bonomia que «agora estamos em Estado de Calamidade» e acrescentou: «o seu pai tem COVID…».

Há quem queira que pensemos que o Estado de Calamidade suspendeu a Constituição. Há quem queira aproveitar o ensejo para matar direitos. Há quem queira uma DGS (a da Segurança, não a da Saúde) em cada esquina. Há quem queira, à boleia da pandemia, fazer-nos voltar para o dia 24 de Abril de 1974. Há quem queira o medo. Há quem queira o obscurantismo. Há quem queira a tirania. Mas eu quero falar com o meu pai.

46 Comments

  • Leo

    25/07/2020 às 0:44

    INTOLERÁVEL!!!
    Obrigado pelo seu testemunho.

  • joneses

    10/06/2020 às 13:33

    com a esperança que se tenham podido voltar a ver

  • José Farinha

    30/05/2020 às 19:21

    Fiquei revoltado com a situação,mas ao mesmo tempo pergunto-me se é caso único nessa instituição…

  • António de Jesus

    30/05/2020 às 18:59

    Creio que tem toda a razão. O seu testemunho é importantíssimo. Situações deste tipo devem estar a acontecer infelizmente com muitas outras pessoas. Toda a solidariedade e apoio às medidas que entenda dever tomar para repor a legalidade e a justiça. Participe ao Provedor do Idoso e se possível, retire o seu pai do referido lar e faça um esforço para lhe permitir um final de vida digno e com amor. Um forte abraço solidário.

  • Marina M

    28/05/2020 às 20:43

    Como mora da 1 utente que faleceu vítima de covid 19 no cbesq venho aqui reforçar que o lar não está a ter o comportamento expectável para esta situação. Algo me muito grave aconteceu na instituição para tão grande calamidade. Houve quem visse funcionárias em cafés sem qq tipo de preocupação com os velhotes que tinham que tratar na instituição. Contém comigo para uma queixa crime

  • MC

    28/05/2020 às 8:00

    Não são permitidas visitas nem vídeo-chamadas para a minha avó durante o fim-de-semana, devido a falta de pessoal e do tablet. Só durante a semana, em horário de trabalho, aceitam visitas.

  • MC

    28/05/2020 às 7:40

    Obrigada pelo seu testemunho. A minha avó,também de 89 anos, está numa Casa de Saúde e, apesar de ter 2 testes negativos para o Coronavírus, teve de ficar isolada em quarentena durante 2 semanas, sendo que só recentemente podemos ir visitá-la. As visitas são de apenas 1 vez/ semana, 1 pessoa, durante aproximadamente 15 min. A minha avó continua num quarto sozinha, chora todos os dias, está demente, acamada, e com cancro em fase terminal.

    • MC

      28/05/2020 às 7:49

      Este comentário foi removido pelo autor.

  • Ana Paiva

    27/05/2020 às 23:20

    Lamento a sua situação. Familiares de outros utentes estão igualmente apreensivos. Sugiro contactar o Provedor do Idoso. Segundo o Público a provedoria recebeu inúmeras queixas semelhantes nas últimas semanas…
    https://www.provedor-jus.pt/?idc=55

  • Unknown

    27/05/2020 às 14:28

    Que filhos da puta pá! Não sei dizer de outra forma,não consigo parar de chorar. Não é só receber há que ter humanidade nesse negócio!

  • Unknown

    27/05/2020 às 13:50

    se o seu pai quase morreu de desidratação porque não o retirou desse lar? estes depósitos de idosos que não os trata dignamente porque a sempre quem os coloque lá

  • Unknown

    27/05/2020 às 13:34

    Proponho que leve seu Pai para casa, e trate dele com dignidade.

  • Unknown

    27/05/2020 às 10:24

    Um testemunho cru, duro e… real.
    Avassaladora e desumanamente real.
    Quando faltam as palavras, resta o silêncio.
    É vergonhosa a forma como os nossos idosos são tratados.
    A nivel institucional e familiar muitas vezes. Tantas vezes…
    Vou partilhar a sua dor.
    Faze-la chegar ao maior número de pessoas possível.
    Não serve de nada? Pode ser.
    Mas sentir-me-ei melhor.

  • Tana Fraga

    27/05/2020 às 10:09

    Lamentável, revoltante.
    Vou partilhar

  • João Andrade

    27/05/2020 às 9:37

    Devem querer esconder alguma coisa…

  • Unknown

    26/05/2020 às 22:37

    Parabéns António Santos pela forma como escreve, e a emocionalidade que coloca nas suas palavras. Para si a minha palavra de apreço.
    Quanto ao assunto, este sim, é um assunto muito delicado. Tal como, confiamos os nossos filhos quando os temos de deixar no colégio a profissionais que esperamos primem pela excelência na sua profissão, também confiamos os nossos pais nos lares.
    A minha mãe e a minha sogra são utentes do CBESQ desde 2008, e quer os funcionários, e estamos a falar de chefes de turno, enfermeiros, auxiliares, as funcionárias da lavandaria, da limpeza e a Direção Técnica sempre primaram pela excelência.
    Hoje a minha questão é :
    Que CBESQ é este? Onde está o CBESQ do Cuidado e Afetos? O CBESQ que dá primazia e cuida dos seus idosos e sempre teve atenção com, e para com os familiares.
    Nos ultimos tempos, e leia-se antes Pandemia, não reconheço o CBESQ.
    Lamentável!!

    • Unknown

      26/05/2020 às 22:39

      Paula César

  • Ana Fonseca

    26/05/2020 às 22:07

    Não sei quando vou recuperar do trauma. O meu pai com 94 anos, morreu no dia 18 de abril, num lar. Não o via há mais de um mês porque proibiram as visitas e nem me deixaram olhar para ele depois de morto. A funerária que eu contactei por telefone, foi na calada buscar o corpo e pronto….

  • Rui

    26/05/2020 às 22:01

    Um grande abraço de solidariedade a um grande Senhor que foi meu colega no jornal A Capital.

  • TAF

    26/05/2020 às 21:39

    Isto só se resolve quando as pessoas em circunstâncias similares se juntarem para conseguir retirar estes idosos dos lares e, em conjunto, encontrarem soluções nem que seja transitórias para isto. Em conjunto. Não é nada fácil, já sei. Mas tem de ser. É mesmo mudar de vida.
    https://twitter.com/taf/status/1265380090147414016

  • As Marias do bairro

    26/05/2020 às 18:30

    Estou revoltada com o que acabei de ler, partilhei e pedi partilhassem muito porque isto é escandaloso. A dignidade humana é uma obrigação de todos nós, não é um direito

  • ser clara

    26/05/2020 às 17:33

    não sei quem és mas o teu texto tocou-me fundo
    fui ontem visitar o meu pai ao lar onde se encontra desde outubro, tem Halzeimer. tal como o teu ficou preso ao passado da cadeia onde esteve 7 anos. não tem covid, mas tem uma tristeza que dói. falamos através de um vidro tal como se fosse uma cadeia. compreendo as cautelas. só me apetece tirá-lo de lá mas não tenho condições para o assistir 24h. o meu pai é o Zé Rolim.

  • RG

    26/05/2020 às 17:10

    Sou Assistente Social. Em lar que eu dirigisse, isto não aconteceria. Lamento profundamente.

  • Unknown

    26/05/2020 às 15:15

    Arrepia, ler o seu testemunho.É importante que mais cidadãos leiam este testemunho pois,infelizmente, não deve ser só o seu Pai que deve estar nesta situação. E sim, é bom que mais leiam, que o que hoje os nossos anciãos estão a passar, seremos nós os próximos, se nada fizermos para os defendermos.

  • Miguel Simões

    26/05/2020 às 14:16

    Gostava de criticar três coisas. A primeira, a instituição. A ser verdade o que diz, não é justificável não haver meios de comunicação com o seu familiar. Não se trata de um investimento assim tão grande que qualquer instituição não possa suportar. Segunda crítica, a sua generalização. Não me parece que conheça todos os lares para simplesmente alargar a todos as suas observações. Terceiro, não existe nenhum lar ou similar em que familiar não possa chegar lá e dizer: quero levar o meu embora. Nem precisa sequer de dar justificações. Ponto.

    • RG

      26/05/2020 às 17:13

      Levar embora? Para onde? Se está institucionalizado não será porque a família quer, mas decerto porque não pode cuidar. As pessoas dependentes, em especial com quadros demenciais, não podem simplesmente ser deixadas em casa, necessitam de cuidados permanentes… ponto.

  • Fátima Pereira

    26/05/2020 às 14:13

    Inimaginável😢

  • Jose

    26/05/2020 às 13:33

    O seguidismo cego da norma burocrática, menos que uma questão de regime, é derivado da eminência a que o Estado se alcandora.

    • Nunes

      26/05/2020 às 14:58

      Num comentário que escreveu no «Ladrões de Bicicletas» nega ter existido a PIDE e a tortura, para agora vir aqui fazer o seu número de oportunista.

      Mas que grande confusão ou será o cúmulo da hipocrisia?

    • Nunes

      26/05/2020 às 21:33

      Devias ter vergonha na cara em comentar aqui e nestas circunstâncias. Para ti não há respeito pelos outros. Há apenas a ideia de comentar tudo e sempre, com as costumadas mentiras e atropelos.

      Ao menos respeitasses a situação do António Santos, mas nem isso.

    • Jose

      27/05/2020 às 13:37

      Não contente por seres um idiota sem um argumento que não seja uma inanidade, mentes descaradamente. Vergonha não tens.

    • Nunes

      27/05/2020 às 14:40

      Aqui tens o que escreveste no «Ladrões de Bicicletas» e que eu torno a relembrar:

      ««O 25A opôs-se ao que vinha sendo uma acção política medíocre, hesitante, incapaz de anunciar um futuro para o país.
      Foi uma festa porque se celebrou um futuro que se adivinhava, não porque se libertava dos horrores que propagandeiam os que por esse meio buscam legitimar-se pelo seu passado e não pelas suas acções no presente.
      Agora, que há anos se vive numa confrangedora mediocridade que sempre anuncia um futuro de ameaças, que paralelo existe entre a festa de 1974 e a mascarada de 2020?
      Nenhum!
      Onde havia festa há melancolia, onde havia fé há descrença, onde se adivinhava grandeza há mediocridade em dose que então seria inimaginável.»

      E agora? Será que não tens vergonha mesmo em fazer o que fazes aqui?

      Trata-se de um pai que sofreu nas prisões da PIDE que tu próprio negas ter em existido.

      Confuso ou não confuso; demente ou não demente; provocador com quantos dentes tens na boca… ou será que ainda os tens?

    • Jose

      28/05/2020 às 0:41

      Não neguei nem nego porra nenhuma, idiota!
      Não lhe dou é a importância dos que tudo reduzem a que estando o país em guerra em três frentes se sentiam no direto de servir quem no campo de batalha era nosso inimigo.
      Percebeste, grunho?

    • Nunes

      28/05/2020 às 9:01

      Acabaste de o escrever e o teu comentário foi exposto para que todos leiam a vergonha e o miserável que tu és.

      Pior que negar a «PIDE», a prisão e a tortura, é vir aqui tentar passar por inocente.

      Mais indigno, é aproveitar-se deste caso, onde já se percebeu que o estranho e confuso «Jose» está e sempre esteve do lado dos carrascos e dos assassinos.

      As tuas ofensas, como essa última que envias, são o maior sinal do teu desespero. Se fosse a ti, desaparecia e nunca mais punha aqui as patas (que fedem a esterco de «PIDE»)

    • Nunes

      28/05/2020 às 14:18

      «Não lhe dou é a importância dos que tudo reduzem a que estando o país em guerra em três frentes se sentiam no direto de servir quem no campo de batalha era nosso inimigo.»

      Para ler e reler a mentalidade deste «Jose» pidesco, anormal, fascista, amigo da PIDE; da gente que torturou o pai do António Santos.

      Vejam bem o desplante desta espécie de energúmeno que, por força e obsessão, quer comentar a tudo e todos, ao ponto de revelar a sua faceta mais sinistra.

    • Jose

      31/05/2020 às 15:44

      A PIDE é o sustento da tua idiotia!
      As congéneres soviéticas são pilares e símbolos da tua ideologia, mas a PIDE, que no continente quase acabou em acção psicológica a agentes soviéticos é que te dá ares de martírio!
      Vai-te catar!

    • Nunes

      31/05/2020 às 21:48

      Já foste apanhado e tornarás a sê-lo.

      Aquilo que escreveste e que foi aqui denunciado, é mais de que uma prova da enorme confusão que vives dentro de ti.

      Portanto, quando dizes algo como «A PIDE é o sustento da tua idiotia!» estás a referir a qualquer coisa que tu significas e representas.

      Não entendo o que queres dizer com «congéneres soviéticas» e como chegas a uma conclusão tão precipitada e louca como esta de dizer que «no continente quase acabou em acção psicológica a agentes soviéticos»…

      Isto só prova que não estás bem e que ages como aquele que foi apanhado em flagrante.

      Os teus ataques são autênticos actos de desespero e continua a ser positivo que te venhas expor aqui nestas caixas de comentários, porque dás a prova mais que verdadeira do demente que és.

      Em todo o caso, estou a coleccionar mais comentários teus do «Ladrões de Bicicletas» que continuam a demonstrar uma enorme confusão que vai nessa cabeça, como também um certo distúrbio mental.

      Sempre que vieres aqui serás travado.

  • Unknown

    26/05/2020 às 13:05

    Grande testemunho o seu!Nao ha duvida que vivemos numa paz podre,hipocrita e de engano.

  • Unknown

    26/05/2020 às 12:35

    Patrícia Fonseca, isto passa-se mesmo com o seu pai? Que tristeza. E qual a justificação para não deixar colocar um tablet com ele? Há realmente situações caricatas… e revoltantes…é como diz tiranetes.

  • António Morais

    26/05/2020 às 12:23

    Para lá do abraço de solidariedade ao António Santos, uma ilação importa tirar – Há muito a fazer ao nível médico/social: Geriatria; Cuidados Paliativos; Alojamento; Lares etc, etc.:Naturalmente em articulação com O S.N.S. . E "o que fazer", seja ao Estado atribuído. Até pelo que se infere do texto do A. Santos.

  • Unknown

    26/05/2020 às 12:08

    Felizmente sempre tive possibilidade de falar com a minha mãe por vídeo chamada, ou melhor eu falava e via-a , ela via-me e beijava o écran… e eu tinha que desligar para ela não me ver chorar
    Os idosos com demência não consegue compreender está situação
    Percebo bem a angústia a revolta
    Que tudo corra o melhor possível

  • Ângela

    26/05/2020 às 11:29

    Ninguém está a sair bem de tudo isto e os mais velhos são os mais atingidos. A DGS e o Ministério da Saúde sabia bem que muitos dos lares não têm condições para abrir às visitas com todos os requisitos obrigatórios. E, agora lavam as mãos como Pilatos, porque já disseram para abrirem as visitas. Esqueceram-se foi de dizer que montar uma cabine isolada leva muito tempo. E nós, familiares, vamo-nos calando e aceitando…em nome da protecção que ninguém quer saber qual é ou como é.

  • Pedro

    26/05/2020 às 10:12

    Obrigado, vou partilhar…

  • Unknown

    26/05/2020 às 9:59

    Situação que aliás não ocorre só em lares. No hospital de S.Bernardo em Setubal a atuação é semelhante. Tenho um familiar internado, incapacitado, pelo que não tem autonomia para atender sozinho o telemóvel e está impedido de qualquer contacto com aquilo que conhece. Foi-lhe desumanamente retirado o contacto com todos os que lhe são querido. Nem na prisão isso seria possível. Atenção: Não está internado devido a COVID-19!Foi obviamente testado e é negativo. A patologia é outra.

  • Unknown

    26/05/2020 às 3:06

    É insustentável está situação de degradação com ou sem Covid-19. Vá para os órgãos de comunicação social, por valer! Faça valer os seus direitos e os do seu pai. Nem acredito o que se está a passar em muitos lares de idosos…Vou fazer a minha parte: divulgar o mais possível a situação. Que tristeza!!!!!!

  • fernando

    26/05/2020 às 0:31

    Obrigado pelo seu testemunho. Vou partilhar.Obrigado.

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