Uma antiga aliança

Nacional

O que se passa no Brasil com Bolsonaro, nos EUA com Trump, na Hungria e Itália com governos e governantes fascistas, é tudo reflexo contemporâneo de uma aliança já antiga. Nada de novo. Fascismo e capital, capital e fascismo. Nenhum desses actores subiu ao estrelato sem patrocínio, sem alavancas financeiras colossais. Nenhum deles ganhou prestígio por via de brilhantes curriculums académicos, muito pelo contrário. Ora, acontece que fascismo, capitalismo, imperialismo não se combatem com contra-correntes do género “EleNão”. Com essas e outras iniciativas, pode o fascismo bem.

O que é necessário é organizar, resistir, politizar, tomar partido e avançar. É necessário derrubar, sim, mas construindo. E se o “EleNão” dá uma possível resposta imediata ao derrubar, já o mesmo não ocorre em relação ao que virá depois. Nesse caso, depois da queda, estará um gigantesco ponto de interrogação, que pode, no limite, ser a porta para uma ameaça ainda maior, e a urgência dos tempos ensina-nos que não há grande tempo para perguntas. O fascismo sabe recompor-se e fá-lo rápido. A prova é que, depois do fim de Hitler, Franco, Salazar ou Mussolini, ele está aí. Em todo o lado.

3 Comments

  • Jose

    13 Outubro, 2018 às

    Já me censuraram imbecil, está a falar sozinho…

    • Nunes

      14 Outubro, 2018 às

      Não perdes pela demora, burro.

  • Nunes

    8 Outubro, 2018 às

    Vai aprender a escrever, José. Nunca vi comentário tão mal amanhado.
    Será «Pelo caminho fico o anarquismo…» ou «Pelo caminho fica o anarquismo…»
    Burro, burrito, assim vai o Joselito.

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