Todos os artigos: Internacional

Marxismo e Darwinismo – A Definição da Humanidade

Karl Marx e Charles Darwin são não só dois pensadores revolucionários atendendo ao envolvente científico do século XIX, como emergem como os maiores e mais duradouros transformadores sociais até aos dias de hoje. Para além das obras e legado deixados, por um e por outro, e do seu intelecto, capacidade de análise e inovação de pensamento, a sua modernidade não está dissociada de terem sido contemporâneos por um lado, e, por outro, das relações que estabeleceram directa ou indirectamente entre si e as suas linhas de pensamento.

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A “esquerda” pró-imperialista

“As ideias da classe dominante são, a todo o tempo, as ideias dominantes. Isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é ao mesmo tempo a sua força intelectual dominante”, K. Marx in A ideologia Alemã, 1845
Claro que apenas uma leitura de todo o capítulo “Oposição das perspectivas materialista e idealista” pode ajudar-nos a ter uma perfeita compreensão da extensão do significado desta afirmação de Marx, bem como a compreender as suas implicações históricas e a sua abordagem dialéctica, mas deixemos isso para o leitor mais afoito da obra e tentemos partir daqui para uma abordagem do panorama político e ideológico actual, numa tentativa de aprofundar uma descrição da “esquerda de direita” que ao longo do nosso tempo sempre cumpre com afinco o papel que o dono lhe destina.

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20 anos de terror no Médio Oriente

O maior ataque terrorista da história aconteceu em Hiroxima e Nagazaki, em Agosto de 1945, com a utilização de bombas nucleares contra a população civil de um país já derrotado. Essa é uma das páginas mais negras da história da humanidade. Os Estados Unidos provocaram cerca de 200 mil mortes em apenas dois dias. Não se trata de desvalorizar a tragédia de 11 de Setembro de 2001 mas antes de combater a narrativa mediática que tenta apontar os ataques em território norte-americano como o maior ataque terrorista da história.

O que faz dos ataques, que agora registam duas décadas, marcantes é terem acontecido em solo norte-americano e é terem espoletado consequências no curso da história dos últimos 20 anos. Não é preciso recorrer a teorias da conspiração para afirmar que os mesmos a quem se atribui os ataques foram financiados, treinados e armados pelos Estados Unidos. A Al-Qaeda teve o apoio da Casa Branca antes e depois dos ataques, em diversos cenários de guerra.

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O Afeganistão progressista que alguns tentam esquecer

Ninguém consegue ficar indiferente ao que se passa no Afeganistão mas sejamos claros. A tragédia não começou agora e também não começou há 20 anos. Se há quem ingenuamente possa pensar que a política norte-americana naquele país era o de garantir os direitos das mulheres, das minorias e dos trabalhadores está enganado. O único regime que garantiu direitos, liberdades e garantias para as afegãs e para a maioria trabalhadora foi assediado militarmente pelos mujahidins com o apoio de 4 mil sauditas, incluindo Osama Bin Laden, todos financiados, treinados e armados pelos Estados Unidos e pelo Paquistão. A organização e muitos dos homens que atacaram as Torres Gémeas a 11 de Setembro de 2001 são produto das escolhas de Washington.

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Quando Fidel Castro levantou um paralítico que era apenas terrorista

Armando Valladares foi polícia da ditadura de Fulgencio Baptista. Depois da revolução cubana, em 1959, protagoniza uma campanha de atentados contra o país. As vítimas foram numerosas e a maior parte era constituída por civis. No dia 4 de Março de 1960, faz explodir o navio belga ‘La Coubre’ e como resultado da acção terrorista morrem 101 pessoas. Nesse mesmo ano, Valladares é preso enquanto preparava um novo atentado. O tribunal condena-o a 30 anos de prisão.

Nos anos 80, com Reagan na presidência dos Estados Unidos, será utilizado para tentar descredibilizar a revolução cubana e inventa um passado de poeta, com o livro Na minha cadeira de rodas. Armando Valladares finge-se paraplégico e lança-se uma campanha mundial pela sua libertação. As autoridades cubanas não cedem.

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Mensagem da resistência palestiniana ao mundo

Fayez Badawi, representante na Europa da Frente Popular de Libertação da Palestina, agradece a solidariedade internacionalista com a luta dos palestinianos e reafirma o direito do seu povo a resistir à ocupação.

#PalestinaLivre

Mas, afinal, o que se passa na Palestina?

Hoje, Israel decidiu que a Rahaf, de seis anos, e 18 outras crianças palestinianas, já não voltam mais à escola. Acabaram mortas debaixo de bombardeamentos em Gaza. Israel não é um país. É uma máquina de matar. A Palestina não tem força aérea, nem marinha de guerra, nem exército. Trata-se de um genocídio. Aqui fica uma breve explicação do que é o inferno em que vivem os palestinianos debaixo da ocupação de Israel.

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Imbecis, manipuladores e sem vergonha

O Bloco de Esquerda, através do seu portal esquerda.net, divulgou uma carta de “autores e intelectuais” sírios e não só, intitulada “O Anti-imperialismo dos Imbecis”, que acusa jornalistas independentes de o serem. Imbecis e anti-imperialistas. O que parecia, finalmente, um exercício de autocrítica, é, afinal, um mergulho no lodo em que se move. Que a posição política internacional do BE varia de acordo com o vento, não é surpresa. Os líbios e sírios sentem-no na pele, todos os dias, desde há muitos anos. Ainda recentemente, no Parlamento Europeu, os eurodeputados bloquistas se abstiveram numa emenda, apresentada, entre outros, por Sandra Pereira, da CDU, que visava o levantamento das sanções à Síria. Marisa Matias e José Gusmão não têm posição sobre se um povo deve ou não viver sob sanções económicas.

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