Autor: Manifesto74

Quanto mais a gente se baixa, mais se vê o cu

Desde que isto tudo começou só vê ainda mais gente desgraçada. Vida fácil nunca teve, sair de casa de noite e noite chegar nunca foi um sonho. Tantas vezes exausta, a impaciência a pôr-lhe os nervos em franja, ainda inventar alguma coisa para o jantar com o que sobra na dispensa, cerelac e cereais já os miúdos deitam pelos olhos. E torcer para que sobre para o almoço amanhã, massa com milho já enjoa. Mas como diz a outra senhora, bifes todos os dias não é pra quem quer, é pra quem pode. Ah, peixe então não o cheiram há meses, douradinhos marca branca e cavala, que o atum tem estado ao preço da lagosta. Chama-se roda das necessidades, aprendida na escola como roda dos alimentos. E quase a adormecer no sofá lembra-se de confirmar se os miúdos fizeram os trabalhos, ou pelo menos se viram as professoras na televisão, que computador em casa não há, houve um subsidio de férias que guardou para isso, mas depois o frigorífico estragou-se e pronto, dinheiro não é elástico, não resiste às primeiras duas semanas do mês. Ler mais

Leitura #10 – Marxismo-Leninismo

Concluímos hoje a publicação de textos evocativos dos 150 anos do nascimento de Lénine. Recomendámos a leitura de 30 textos concretos, mas no fundo queríamos recomendar a leitura de todos. Hoje deixamos os 4 últimos, um deles por ser o único artigo de Lénine exclusivamente sobre o nosso país (mas há referências certeiras noutros trabalhos, como se pode ler na brochura editada pela Avante), outro por abordar brilhantemente uma matérias tão importante ainda nos dias de hoje, a «Europa», e os outros dois pela ajuda que nos dão a perceber o Marxismo, que por todas as razões, no século XXI se chama Marxismo-Leninismo. Ler mais

Leitura #9 – A Batalha da Produção

Vencida a Guerra Civil e a agressão externa, a Revolução enfrenta a sua mais decisiva batalha: a da produção. É preciso industrializar o país, reforçar a aliança com o campesinato, passar o heroísmo para outra frente de luta. Mais uma vez, é preciso saber recuar e saber avançar, e sempre, saber valorizar a realidade e a sua transformação concreta. Ler mais

Leitura #8 – Manter o poder conquistado

Os primeiros tempos da Revolução de Outubro são de uma extraordinária dureza. O Imperialismo recusa a oferta de paz incondicional dos sovietes, e a ofensiva militar alemã ameaça a jovem república. Assinar a «Paz de Brest» é um recuo imenso, mas inevitável para a preservação do poder soviético. A contra-revolução instrumentaliza a Assembleia Constituinte que já nada representa, e ela é dissolvida. Terminada a I Guerra Mundial, as potências da Entente viram-se contra o Estado dos Trabalhadores, 14 países invadem a Rússia em apoio aos antigos exploradores do povo. Ler mais

Leitura #7 – Outubro

Hoje, todos os trabalhadores conscientes do mundo celebram o nascimento de Lénine há exactamente 150 anos. E nele, celebram a Revolução de Outubro, a construção do primeiro Estado dos trabalhadores, o momento em que a Humanidade entrou na época em que vivemos, a da transição do
capitalismo para o socialismo. Ler mais

Leitura #6 – Fevereiro de 1917

Lénine está no exílio quando «em 8 dias se desmorona a Monarquia» na Revolução de Fevereiro de 1917. Ao mesmo tempo que atravessa uma Europa em Guerra para regressar a Petrogado, escreve aos  seus camaradas que lutavam na Rússia «As Cartas de Longe», destaca a «Dualidade de Poderes» surgida com a Revolução, com o Governo Provisório e os Sovietes, e aponta as «Tarefas do Proletariado na Presente Revolução», que passaram para a História pelas Teses de Abril, e onde se aponta a necessidade da palavra de ordem que iria mudar o mundo: «Todo o poder aos Sovietes!» Ler mais