Autor: Manifesto74

Leitura #4 – A I Guerra Mundial

Desde muito antes da Guerra que a Internacional alertava para a inevitável confrontação inter-imperialista que se avizinhava, e para o carácter dessa guerra. Com o eclodir da Guerra, a Internacional vai dividir-se, entre uma enorme maioria de Partidos que abandonam as posições de classe e se passam a várias formas de chauvinismo, e aqueles que, como Lénine, se mantém em posições Internacionalistas. Desta ruptura, consolidada posteriormente pela abordagem à revolução soviética e à ditadura do proletariado, nascerá a III Internacional, a Internacional Comunista. Ler mais

Leitura #3 – A Revolução de 1905

1905 é o ano da primeira grande Revolução Russa, uma Revolução contra o autocracia czarista, onde o proletariado teve um papel fundamental. A Revolução será derrotada. Muitas das extraordinárias conquistas de 1905 serão destruídas pela contra-revolução. Mas nada ficaria como antes. Na luta, aprendeu o Partido, aprendeu a classe, aprendeu o povo. Como sublinhou Lénine em 1910, no final das suas «Lições da Revolução»: «Nenhuma força no mundo impedirá o advento da liberdade na Rússia quando a massa do proletariado das cidades se erguer para a luta, afastar os liberais vacilantes e traidores, conduzir atrás de si os operários rurais e o campesinato arruinado.» Ler mais

Leitura #2 – Textos de Lénine do virar do século XIX para o XX

Hoje convidamos a ler dois curtos textos de Lénine do virar do século XIX para o XX. Promovem e reflectem a expansão do marxismo no proletariado russo, o seu amadurecimento e o abandono das concepções anarquistas e das concepções que negavam o carácter necessariamente político da luta de classes. É uma luta que se travou também no movimento operário português, onde só ficaria essencialmente resolvida cerca de 30/40 anos mais tarde, e que nalguma das suas linhas de força foi sempre ressurgindo pontualmente. Na sequência das grandes derrotas do Socialismo no final do século XX, e da consequente perda de perspectiva e confiança, muitas destas questões ressurgiram e ressurgem, normalmente mascarando de grande novidade absolutas velharias onde já se tropeçava há dois séculos. Ler mais

Leitura #1 – Lénine nasceu há 150 anos: 30 textos em 30 dias

Comemoramos este mês de Abril os 150 anos do nascimento de Lénine. Concebemos, como forma de celebração, a promoção da leitura da sua obra. Há um conjunto de livros de Lénine que são de leitura imprescindível para qualquer revolucionário: «O que fazer?»; «Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás»; «O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo»; «O Estado e a Revolução»; «A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky»; «O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo». Há ainda toda uma vasta obra, de publicista, composta de pequenos artigos e brochuras, que apenas pode ser encontrada nas duas edições em Português das Obras Escolhidas (em três e seis Tomos, ambas da Editorial Avante) ou nos mais de 40 tomos das suas Obras Completas. É desse universo que nos iremos tentar aproximar, apresentando trinta textos completos de Lénine, dois a cada dois dias, textos que pela sua dimensão convidam a uma leitura electrónica dos mesmos. Ler mais

A lixívia dá cabo das mãos, greve!

A lixívia dá cabo das mãos. Mas ela não gosta de luvas. Nunca se ajeitou. Foi para ali faz agora 27 anos, limpar o que os outros sujam, mas sempre é melhor que o barulho da fábrica. Trabalhar para o estado era coisa boa, diziam-lhe. Entrar às 6h da manhã nos invernos gelados custava, mas não era o barulho e o pó da fábrica. Tinha a ADSE e bem jeito lhe deu para arranjar os dentes, comprar óculos para ela e os filhos, está desconfiada que se não fosse isso andava pra aí como outras, sem dinheiro para os arranjar, raparigas novas com a boca desfeita, que isto mexe com a cabeça das pessoas. Uma vida inteira a trabalhar para o estado e sempre a ganhar uma miséria. Quase com a idade da reforma e nem 650€ leva para casa. E quem hoje entra ganha o mesmo, que é pouco para todos. Ler mais

Liberdade para manipular

“Ensinam quando não estão em greve”. Foi assim que o Expresso descreveu os professores nas palavras cruzadas que saíram na última edição. E nós recordamos que o Expresso é aquele semanário que continua sem divulgar os nomes dos jornalistas que receberam dinheiro do BES e que foram descobertos no âmbito dos Panama Papers.