Drone bomb me*: como os EUA constroem monstros universais

Nacional

Chamem-lhe teorias da conspiração, chamem-lhe fanatismo, chamem o que quiserem, mas basta procurar um bocadinho pelos sítios onde a informação não é detida por senhores da guerra e do dinheiro e o rasto está lá: para quem o quiser ver.

O Daesh, esse último grande monstro universal, afinal quer o quê e está ao serviço de quem?

23 de Fevereiro de 2015: a FARS informou que o Exército iraquiano havia derrubado dois aviões de carga do Reino Unido que transportavam armas para o EI.(Iraqi Army Downs 2 UK Planes Carrying Weaons for ISIL)

A 10 de Abril de 2015, a Press TV noticiou que, em resposta a um pedido sírio de que o EI fosse nomeado organização terrorista, os EUA, a Grã-Bretanha, a França e a Jordânia recusaram. Pode ser lido aqui.

Começaram a aparecer fotografias contemporâneas com membros do EI a exibir tatuagens do “Exército dos EUA” ou tendas com carimbos “US”.

A 19 de Maio de 2015, Brad Hoof, em levantreport.com, «Documento da Agência de Defesa e Informação de 2012: O Ocidente facilitará o ascenso do Estado Islâmico “por forma a isolar o regime Sírio”», baseado na divulgação de uma seleção de documentos anteriormente confidenciais, obtidos pela Judicial Watch no Departamento de Defesa e no Departamento de Estado. O documento pode ser lido aqui.

Sobre este relatório, também Jeremy R. Hammond faz uma extensa e fundamentada análise, em Fevereiro de 2016.

O Washington Post, a 15 de Maio de 2012 já afirmava que já os EUA financiavam os «rebeldes»: Syrian rebels battling the regime of President Bashar al-Assad have begun receiving significantly more and better weapons in recent weeks, an effort paid for by Persian Gulf nations and coordinated in part by the United States, according to opposition activists and U.S. and foreign officials.

A 22 de Junho de 2015, o ex-contratado da CIA, Steven Kelley, explicou que os EUA “criaram o EI para benefício de Israel” e para ter “uma guerra sem fim” no Médio Oriente, que torne os países daquela região “incapazes de fazer frente a Israel” e forneça um “fluxo constante de encomendas de armas para o complexo industrial militar em casa, que está a alimentar com muito dinheiro os senadores que apoiam estas guerras”.

Em Novembro de 2015, Vladimir Putin revelou que 40 países – incluindo alguns do G20 – estão a suportar financeiramente o EI, o que começa a revelar a extensão da duplicidade das nações ocidentais, incluindo e especialmente, dos EUA, que têm usado ataques contra o EI concebidos para danificar ou destruir as infraestruturas da Síria.

Ainda nesse mês, várias  fontes noticiaram que os camiões de combustível que transportavam petróleo da Síria para a Turquia estavam “fora dos limites” e que os condutores teriam que ser avisados antecipadamente dos planos dos EUA para os atacarem. Nem a Fox News escondeu.

O New York Times, a 23 de Janeiro de 2016, faz manchete: os EUA dependem do dinheiro saudita para apoiar os rebeldes.

E, claro, em Setembro, em plenas tréguas, os EUA atacam forças anti-terroristas sírias e russas.

Eis algumas pistas, algumas leituras, algumas provas de que a morte, os bombardeamentos, os refugiados, têm responsáveis que movimentam o mundo como o seu tabuleiro privado, no interesse na exploração dos recursos naturais dos países que agora atacam, provocando a barbárie total. Isto é o império. E os muros constroem-se em Calais, levantam-se vedações na Europa, abre-se fogo sobre seres humanos que fogem da barbárie. Escolhidos de cima pelos EUA, porque são culpados. E alvos a abater. A humanidade é alvo a abater.