#FreeSimonTrinidad

Nacional

Simón Trinidad faz hoje 70 anos e apodrece há 16 anos numa prisão nos Estados Unidos. Em meados dos anos 80, quando só era conhecido como Ricardo Palmera, geria o Banco del Comercio na pacata Valledupar. Activista de esquerda e candidato da Unión Patriótica, debate-se com o ódio da oligarquia e do Estado colombiano que assassinam os seus camaradas.

Entre 1985, data da sua fundação, e 2002, foram assassinados cerca de 5 mil militantes da Unión Patriótica. Entre eles, dois candidatos presidenciais, oito congressistas, 13 deputados, 70 vereadores, e 11 presidentes de autarquias. O extermínio físico que regou de sangue este projecto político encabeçado pelas FARC e pelo Partido Comunista Colombiano levou ao exílio milhares de colombianos. Outros decidiram ficar e lutar, desta vez, de armas na mão.

Foi o caso de Ricardo Palmera que toma a opção de abandonar a localidade e de enviar a sua família para o estrangeiro. Combina com o então candidato presidencial e líder da UP Jaime Pardo Leal um encontro para estudarem alternativas. A conversa nunca chegaria a acontecer. Jaime foi alvo de um atentado que abalou a classe trabalhadora colombiana e Ricardo Palmera, ameaçado, decide entrar nas FARC. Adopta o pseudónimo por que é hoje conhecido, Simón Trinidad, e é acusado pelo governo de fugir para as montanhas com milhões de pesos do banco. A ser verdade, o dinheiro dos banqueiros passou a servir a luta contra a tirania.

Em 2004 foi detido no Equador, levado para a Colômbia e entregue pelo seu próprio país aos Estados Unidos, onde se encontra preso desde então. Apesar dos acordos de paz e da entrega das armas, Simón Trinidad continua encarcerado. Hoje é dia de reclamar a libertação imediata de Simón.

#FreeSimonTrinidad

5 Comments

  • Maria

    01/08/2020 às 22:29

    O Jose é um ignorante e um atrasado mental.

  • Jose

    30/07/2020 às 16:49

    Não conhecia esse defensor da liberdade e dos oprimidos!

    https://en.wikipedia.org/wiki/Sim%C3%B3n_Trinidad

    • Nunes

      31/07/2020 às 9:27

      Voltaste a escrever «tele-escola» em vez de «telescola» nos comentários do texto anterior a este.

      Realmente, é preciso ser mesmo calino e bronco para voltar a repetir o mesmo erro.

    • Jose

      31/07/2020 às 18:30

      Ó Nunes, a tele-escola é assunto nosso, sabes como gosto de te ver feliz; vais agora como anónimo para outros lados com essa cena…!

    • Nunes

      31/07/2020 às 21:52

      Em matéria de política internacional, a tua ignorância é grande.

      «Não conhecia esse defenso…» Logo aí, a prova da ignorância e o reconhecimento de ser imbecil.

      Pior, a rubrica que junta ao seu comentário (da Wikipedia)…

      Tanta confusão e estupidez junta, Jose… Não será altura de procurar um bom médico?

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