Todos os artigos: Nacional

Portas, o macho latino

A Constituição Política de 1933 estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, “salvas, quanto à mulher, as diferenças resultantes da sua natureza e do bem da família” (art.º 5º).

Em 1971, o artigo é revisto e as diferenças na igualdade da mulher passam a ser apenas as resultantes da «sua natureza». Natureza e família, factores biológicos e ideológicos, servem de fundamento para o reconhecimento de direitos e estabelecimento de uma estranha igualdade, bem como para a definição política do estatuto social e jurídico da mulher.

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“É tempo de acabar com o fadinho da vítima”, por António Filipe

Afirmou ontem António Costa que nunca viu um Governo de direita ser derrubado pelos votos dos partidos à esquerda do PS, mas que já viu os partidos da esquerda aliar-se à direita para derrubar governos do PS. Pois bem: esta afirmação é factualmente errada e politicamente falsa. Senão, vamos aos factos.

Em Abril de 1987, o 1.º Governo de Cavaco Silva foi derrubado com os votos PS/PCP/PRD/PEV.

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A maior festa das nossas vidas

Começa amanhã, quando ribombam os tambores. Na fila costumeira que antecipa a hora, a gente olha-se uns aos outros em absortos sorrisos de aqui termos chegado juntos e alguém pergunta: «A minha primeira festa, sabes onde foi?». E depois, fala-se da poeira do Jamor, dos pedregulhos do Monsanto, das ameaças na Ajuda.

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A nossa construção

O pequeno almoço é às 8h00 e a jornada começa às 8h30, ok?

Respondi que sim e sorri. E ao sorrir apercebi-me de quanto tempo passou desde a primeira jornada. Quando peguei num nível a primeira vez durante uma tarde inteira, juntamente com três camaradas, tentámos colocar placas direitas num terreno muito inclinado.

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Não, o problema não é de marketing

Nem de incompetência. A explicação de tanto despautério é que só pela falsificação é que o PS, com ou sem D, encontra testemunhos de gente que apenas tenha empobrecido durante os governos do PSD, com ou sem D. Além dos bancos de imagens e dos equívocos, não há neste país vivalma que possa dizer «isto estava tudo bem até chegar o PSD! Alguma vez o PS me congelava a progressão na carreira?» ou «O quê? Achas mesmo que o Costa te aumentava a idade da reforma?», ou ainda «O PS, ao menos, não te aumenta mais os impostos nem te reduz para 65% o valor das baixas para 65%!».

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A PSP, os lesados do BES e seus chutos e pontapés

Zapping matinal. Num dos canais de informação passavam imagens dos “lesados do BES” em manifestação em frente à sede do defunto banco, renascido como Novo Banco. Barulho, algumas pessoas, entrevistas semi-audíveis. Cinco minutos disto e continuação do zapping. De repente chego à CMTV, que continuava em directo do local. A temperatura subia, vertiginosamente. Manifestantes que tentavam entrar na sede do Novo Banco empurravam, insultavam e berravam aos ouvidos dos agentes do Corpo de Intervenção da PSP. Bastões à vista: zero. Resposta da PSP: pacífica, apenas mantendo a posição.

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A fraude da austeridade

Ainda não teve resposta por parte do Governo a Pergunta apresentada pelo PCP sobre os destinos das verbas obtidas através do “empréstimo” da troika estrangeira que foi apresentada há 25 dias atrás. Essa pergunta pode ser consultada aqui.

A resposta não é fácil e sem a ajuda do Governo será muito difícil compreender para onde terão ido os 78 mil milhões de euros que o Estado Português, com a assinatura do PS, PSD e CDS, contraiu como dívida e sobre a qual todos pagaremos os juros e as consequências políticas. Sim, os juros e as consequências políticas. Que o credor, neste caso, não se limitou a emprestar o dinheiro e exigir o pagamento do capital e dos juros. Foi muito além disso e exigiu o cumprimento de um programa político anti-democrático, anti-popular e anti-nacional, baseado naquilo a que chamam “austeridade”.

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A Tecnoformacia

Tecnicalidades à parte, eis que se sabe que o actual primeiro-ministro ocultou a sua participação em actividades empresariais que resultam em conflito de interesses tal como evitou deliberadamente descontos obrigatórios que lesam o Estado em vários milhares de euros.

É obvio para todos, senão desde o início pelo menos agora, que Passos Coelho participou activamente na mais vulgar forma de corrupção que mina a democracia no seu ponto nevrálgico! Não é actor único mas sim mais um dos que viajam à boleia de um sistema que formaliza e moraliza todos os dias a corrupção, uma teia completa onde desde a participação económica ao tráfico de influências tudo é permitido e até glorificado, afinal, “o Pedrinho abria todas as portas” como disse Fernando Madeira seu antigo patrão na Tecnoforma!

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