Todos os artigos: Nacional

Um governo com política de esquerda é possível

Num artigo publicado no Expresso, Daniel Oliveira, a propósito do último episódio de fragmentação do Bloco de Esquerda, declara que: «A esquerda precisa de quem seja duro de roer mas saiba chegar a compromissos.» Neste caso não se trata do compromisso de direita, a que episodicamente o Presidente Cavaco pisca o olho, entre os partidos da troika nacional, CDS+PSD+PS, mas a um compromisso entre um destes partidos, o PS, e os partidos, movimentos e personalidades de esquerda. DO não é o única a critiar estes elementos pela falta de alianças à esquerda. Os argumentos são diversos: ortodoxia, inflexibilidade, intransigência, ou à falta de um programa de governabilidade, ou, por mim (a razão mais absurda) à falta de vontade de governar, preferindo estar “no contra”.

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Seis meses

Há seis meses atrás o grupo Martifer, ou a empresa West Sea – criada para esse mesmo fim, tomou conta dos nossos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, no tristemente famoso processo de subconcessão. O ano havia começado há 10 dias e dava-se a machadada final naquela que foi, e podia continuar a ser, uma das mais importantes empresas da região alto-minhota. As promessas de criação de postos de trabalho e contratos para construção e reparação naval, de forma a salvar os ENVC, eram o pão nosso de cada dia. Seis meses se passaram. O que temos hoje em Viana do Castelo?

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*o sentimento de insegurança gerado pelas autoridades policiais – filmes na estação de comboio

Este post é uma republicação de um texto não assinado que relata uma sexta, de madrugada, na Estação do Rossio, em Lisboa, retirado daqui.

Sexta-feira à noite, estação do Rossio, em Lisboa: mais uma “operação policial para identificação de pessoas suspeitas de entrada e permanência ilegal no país”(…) e “do cometimento de certos crimes.”… Um grande aparato policial junta SEF, PSP e fiscais da CP. Objectivo: controlar os passageiros, nomeadamente imigrantes, enquanto saem das carruagens um a um, verificar a identificação de todos e, já agora, o título de transporte válido. Não é a primeira, não será a última, têm vindo a aumentar. Aliás, nessa noite há, em simultâneo, operações policiais semelhantes em várias zonas da cidade e na periferia. Quantas mais se juntarmos outras cidades e outros dias?

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Da pobreza: o elefante rico e a formiga desorientada

Escrever uma história é difícil, mais difícil ainda é escrever uma boa história, daquelas que prendem desde o início, que nos fazem apaixonar pelas personagens e pelos seus trajectos. Não esquecer que uma boa história deve conter algumas mudanças inesperadas na narrativa, para ficarmos de boca aberta e com vontade de ler, ouvir ou imaginar mais. O final é o mais difícil, é aquela parte em que há quem prefira finais felizes, há quem goste de finais realistas, “porque a vida é mesmo assim”, e há quem goste de finais dramáticos, cheios de sangue, suor e lágrimas, muitas lágrimas.

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Visite Lisboa, o maior parque temático do país. *Com o gentil patrocínio da Sonae

Certamente não passaria pela cabeça de ninguém privatizar uma cidade. Cidade enquanto espaço de pessoas, de trabalho, de habitação, de convivência intergeracional. Claro que há espaços privatizados mas o conceito de transformação da cidade como um espaço, ele próprio, privado, aberto apenas a alguns, eventualmente com reserva de direito de admissão é uma ideia estranha.

Assemelhada aos tempos medievais em que a muralha defendia e isolava a povoação, com a vantagem dos portões não serem, necessariamente, uma bilheteira.

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Na vida como no instagram: o yuppie português

Olá. Se calhar ainda não me conheces, mas eu sei que queres saber o que é que eu acabei de comer. Foi isto. Já viste? Por favor vê. É importante. Está aqui. Já viste? Se não vires aqui, também podes ver em todas as redes sociais, onde as coisas que eu transformo em cocó vivem eternamente na nuvem virtual, mesmo depois do pártenon ruir e da humanidade se extinguir. O meu softcake gourmet é agora imortal.

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Notas de actualidade

Enquanto o Governo aposta no corte dos salários dos trabalhadores e nas pensões; enquanto encerra mais 330 escolas depois de o anterior governo ter encerrado 4500; enquanto privatiza tudo o que mexe; enquanto se prepara para aplicar mais medidas de austeridade e de diminuir ainda mais o investimento público e enquanto desvia do país mais de vinte milhões de euros por dia para pagar a agiotas; o PS anda entretido na novela do líder. Não só não combate, como encobre.

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