Desaparecida dos telejornais, das manchetes dos jornais e das notícias radiofónicas a Ucrânia parece ter deixado de fazer parte da actualidade.
As previsões económicas que apontam para uma quebra de cerca de 11% do seu PIB são tão ausentes do noticiário português como a decisão de Poroshenko de banir da Ucrânia dezenas de jornalistas de várias nacionalidades, incluindo alguns da insuspeita BBC. O FMI encontra no silêncio noticioso, quebrado aqui e ali por peças da imprensa internacional mais alinhada com o sistema, terreno fértil para a imposição contínua de “reformas” bem nossas conhecidas. O preço a pagar pelo estreitamento das relações entre a Ucrânia e o chamado “Ocidente” é o empobrecimento do país e dos seus trabalhadores. Poroshenko não se queixa. No último ano não apenas a sua fortuna pessoal cresceu consideravelmente como os resultados da sua chocolateira Roshen se multiplicaram por nove, um inexplicável milagre económico no seio de um país à beira da catástrofe.