Todos os artigos: Teoria

H: holodomor

H: holodomor

A ideia do genocídio do povo ucraniano através de uma grande fome provocada intencionalmente pela URSS nasceu como uma peça de propaganda nazi, cresceu para ser um dogma da direita neoliberal e envelheceu para não ser mais que uma piada de historiadores.

A fraude do holodomor aceita acriticamente as fontes recolhidas pelas máquinas de propaganda de Goebbels, Innitzer e Hearst sobre o «o terror do judeu comunista» e ignora toda a produção historiográfica que aponta num sentido contrário. A título de exemplo, os crentes do Holodomor recusam-se a comentar a extensa evidência científica sobre as causas naturais e económicas da fome que, em 32 e 33, devastou não só a Ucrânia como também a Rússia.

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G: género

G: género

O género é o conjunto das expectativas sociais que os sistemas de exploração dominantes em cada momento histórico atribuem ao sexo em função das suas necessidades políticas e económicas, transformadas em normas psicossociais sobre como se deve comportar e expressar, respectivamente, uma mulher ou um homem. Historicamente, essas expectativas constroem-se como cofragens de identidades e de expressões performativas de grande profundidade cultural e que, consciente ou inconscientemente, em maior ou menor grau, todos reproduzimos.

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E: empregador

E: empregador

Ao substituir “patrão” por “empregador”, o capital pretende mais do que esconder o conflito entre as classes e diluir a carga histórica e política das palavras: o principal propósito aqui é mostrar a exploração como uma inevitabilidade económica. “Se os empregadores não criassem empregos, não havia trabalhadores” é a conclusão a que chega quem aceitar este termo.

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D: democracia e ditadura

D: democracia e ditadura

A democracia, na sua raiz etimológica, refere-se simplesmente ao “poder do povo”. Os que, nos dias que correm, usam a palavra como sinónimo de capitalismo não estão interessados no poder, participação e decisão do povo. A sua única preocupação é a legitimação do poder da classe dominante por via de eleições.

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C: colaborador

C: colaborador

Se “trabalhador” quisesse dizer a mesma coisa que “colaborador” não tinham inventado esta última palavra. Não há “código da colaboração”, “horário de colaboração”, “Ministério da Colaboração” nem querem que “colaboremos mais horas” porque não há colaboração nenhuma. Há pessoas que vendem a sua força de trabalho e pessoas que a compram por um valor. Por isso, faz tanto sentido chamar colaborador a um trabalhador como ao cliente de uma loja. Se patrão e trabalhador colaborassem verdadeiramente, os lucros seriam colaborativamente distribuídos.

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B: Bill Gates

B: Bil Gates

Talvez por usarmos os seus produtos todos os dias, a canonização de Bill Gates como paradigma do capitalista empreendedor que merece ser bilionário pode parecer inquestionável. Afinal, se ele criou a Microsoft porque é que a Microsoft não pode ser dele? Mais! Sem a promessa de um dia poder ser muito rico, provavelmente Bill Gates não teria criado nada e ainda estaríamos agora a usar máquinas de escrever.

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A: apropriação cultural

A: Apropriação Cultural

Tudo é cultura e toda a cultura é apropriada, pelo que não pode nem deve ser considerada propriedade de ninguém. Não há culturas “autênticas” nem muito menos “puras”: esse é um mito da extrema-direita. Os portugueses são culturalmente berberes, árabes, fenícios, romanos, franceses, ingleses, visigóticos, gregos e bantus. O multi-culturalismo é, portanto, a antítese da apropriação cultural.

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Ambiente, Classe e Transformação

Refletir seriamente sobre a situação ambiental atual requer, obrigatoriamente, uma análise materialista e dialética da realidade, como aliás Engels prova no seu livro “A Dialética da Natureza”. Esta é uma condição absolutamente necessária pois, se da simbiótica e destrutiva relação entre sociedade e ambiente chegámos à condição do dia de hoje, é, também, através desta que superaremos os problemas que têm vindo a degradar o meio ambiente. Essa superação passa inevitavelmente pela libertação das amarras do sistema capitalista e pela construção do ser humano novo, livre, dono do seu destino e em profundo equilíbrio e respeito com o próximo e com o planeta. É a partir desta premissa que o ser humano tem de trilhar o caminho para a sua emancipação. Na ciência, surgem desde logo pistas para forjarmos o nosso caminho: o princípio de Le Chatelier. A vida é uma equação química de múltiplos reagentes e produtos, resta-nos, portanto, pela força do trabalho e da unidade encontrar o equilíbrio entre as forças produtivas, as necessidades da revolução que está por vir e o planeta, que nos oferece finitos, mas úteis, recursos.

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