Se a produtividade é baixa e a empresa tem dificuldades para sobreviver, a culpa é dos trabalhadores e trabalhadoras, já se sabe. Se a autarquia, o ministério, a repartição pública, a direcção-geral não é rápida na resposta administrativa e na resolução da burocracia, a culpa é dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Em Portugal, as chefias de topo pertencem quase sempre à família “x”, “y”, ou “z”, e as intermédias, ou pertencem às mesmas famílias – esperando que os mais velhos desamparem o topo -, ou conseguiram através de muito bajulanço e favores, entrar para esta casta de elite que dirige o país. Nunca, mas nunca devemos apontar o dedo à gestão das chefias, de topo e intermédias, porque a família é sagrada e as castas divinas.