O eurodeputado e candidato à Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, desafiou a SIC e o seu sub-director, Bernardo Ferrão, a encontrar nos arquivos um pedido de demissão de um ministro por parte do PCP. Foi depois do tom de gozo usado pelo jornalista, no Jornal da Noite da SIC, num comentário ao caso Centeno, ladeado pelo sempre informado, imparcial e isento José Gomes Ferreira, em que afirmava que, noutra altura qualquer, “o PCP já estaria a pedir a demissão do ministro”. A resposta ao desafio de João Ferreira surgiu em forma de vídeo, onde são apontados casos em que o PCP pede não a demissão de um ministro, mas sim de um governo; ou de ministros que integraram governos cuja demissão era exigida pelo PCP.
Arrume a sua inteligência: o Observador tem um artigo para si
Por que razão nos espanta ainda o Observador? Por que motivo nos abalançamos ainda, cheios de pasmo ou indignação, sobre “conteúdos” que nem sabemos muito bem se na verdade são escritos se vomitados? Lamento, mas não tenho resposta. Sei que me senti hoje particularmente “brindado” com a partilha ostensiva de um artigo que é meio textual e meio fotográfico e cujo título efectivamente promete: «Arrume os livros de História. Há 20 factos históricos que não nos ensinam na escola».
Violência policial na Cova da Moura: não esquecemos nem perdoamos
«A primeira coisa que me vem à cabeça é a negação da humanidade aos africanos. Para aqueles agentes fardados nós não éramos pessoas.»
5 de Fevereiro de 2015, jovens são brutalmente torturados numa esquadra em Alfragide.
Rayo digno [actualizado com um post-scriptum]
O barulho das luzes, o som dos euros em movimento e a doentia fixação das massas adeptas nos resultados das suas equipas, que lhes garantem periódico consolo para vidas de trabalho trucidadas pela desigualdade e pela exploração capitalista, impedem muitos de compreender que as “SAD” nasceram do seio dos clubes, e que os clubes nasceram no seio de comunidades, representando digníssimas formas de associativismo popular que se foram modificando e, de certa forma, corrompendo ao longo do tempo. É por isso com comoção que de tempos a tempos dou de caras com actos de profunda dignidade e regresso aos valores fundamentais dos emblemas, entretanto transfigurados em “marcas” e, nalguns casos, sociedades cotadas em bolsa.
Há bestas que defendem o regresso ao séc. XIX
27 de Janeiro, dia Internacional em memória das vítimas do nazi-fascismo
Em “A indústria do Holocausto” (cuja tradução para português se encontra disponível no catálogo da Antígona), Norman Finkelstein, judeu e filho de sobreviventes do tristemente célebre Gueto de Varsóvia, denuncia a forma como a elite sionista se apoderou do holocausto nazi e o transformou no Holocausto Judaíco (o “Shoah”)* em benefício dos seus interesses e em prejuízo da memória de todas as vítimas da política genocida do III Reich alemão contra diferentes grupos étnicos, religiosos e políticos. Neste dia 27 de Janeiro de 2017, quando passam 72 anos sobre a entrada do Exército Vermelho no complexo de trabalho escravo e extermínio de Auschwitz-Birkenau, opto por lembrar todos os seres humanos directa e indirectamente vitimados pelo holocausto nazi-fascista, juntando a minha voz à de Finkelstein. O Holocausto nazi não perseguiu e assassinou apenas judeus; e por isso, isolar os judeus de todos os restantes grupos étnicos, políticos, religiosos e sociais não é apenas desonesto: é uma certa forma de segregação desprovida de sentido, a não ser para aqueles que vêem no Holocausto um pretexto para a justificação de políticas de ocupação, agressão e segregação no Médio Oriente. Não, o nazi-fascismo não vitimou “apenas” seis milhões de seres humanos, nem perseguiu apenas judeus dispersos pela Europa. Lembrar apenas uns em detrimento de outros é uma certa forma de esquecimento, indesculpável no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
O João Miguel Tavares devia receber o salário mínimo
Devia haver um dispositivo de choque nos dedos de cada vez que se escrevem mentiras nos jornais. Mas pior do que mentira é a ignorância abissal que grassa nos textos de João Miguel Tavares. Aliás, mais do que ignorância, burrice. Em primeiro lugar porque não sabe o que é valor líquido e valor bruto. Em segundo lugar porque percebe zero de salários. Em terceiro lugar porque nunca deve ter visto um recibo de vencimento na vida. Em quarto lugar porque a ignorância é mesmo muito, muito atrevida. E este senhor devia ter vergonha na cara por se atrever a escrever tantos disparates juntos.
O SMN, a TSU e a “visão de futuro” dos patrões para um novo século XIX
Nuno Carvalho, sócio-gerente da marca Padaria Portuguesa, falou à SIC Notícias sobre a questão do aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) e a eventual descida da TSU. Aquilo que disse já foi motivo de grande alvoroço público, coisa que me espanta na medida em que o “empreendedor” entrevistado não refere nada que não tenha sido dito por outros seus compadres antes e seguramente depois da sua muito comentada intervenção pública.