Todos os artigos: Internacional

Transformar agressores em vítimas: A caça aos antifascistas em França

Não é assim que a história está a ser contada pelos órgãos de comunicação social mas há cinco dias um elemento fascista, Quentin Deranque, acabou morto, em Lyon, depois de uma tentativa de boicote contra uma conferência de esquerda. De seguida, a presidente do parlamento francês, Yael Braun-Pivet, proibiu a entrada no edifício de Jacques-Elie Favrot assessor parlamentar de Raphael Arnault, deputado da França Insubmissa, para quem o próprio governo pede também a perda de mandato, apenas porque no passado militaram na Jeune Garde, organização antifascista acusada agora de matar Deranque. 

Entretanto, grupos neonazis anunciam caçadas contra os “vermelhos”. No domingo, em Lyon, vários fascistas atacaram com barras de ferro membros do comité de solidariedade com a Palestina. Sucedem-se os ataques contra espaços de esquerda, com a sede da França Insubmissa, em Paris, a ser alvo de uma ameaça de bomba esta quarta-feira, num contexto em que a extrema-direita pede a proibição deste partido que, integrado na Nova Frente Popular, ficou à frente nas últimas eleições legislativas. A narrativa agora é a de que a “extrema-esquerda violenta” atacou “jovens católicos pacíficos”.

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Trump, ouve bem: nós defenderemos Cuba

Como se contra Cuba não bastassem 66 anos de bloqueio económico, uma invasão e dezenas de atentados terroristas, a Casa Branca agora quer cometer um genocídio. Meço bem a palavra: genocídio. Proibir a entrada de combustível na ilha é deixar hospitais sem electricidade, paralisar a agricultura, impedir o transporte de alimentos e medicamentos e destruir o turismo e a economia da ilha. É tentar matar milhões de pessoas. É um cerco medieval perverso, cruel e ilegal.

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Não podem raptar Bolivar. Não podem capturar Chávez. Não podem matar a revolução.

Vejam como o imperialismo faz o que quer: um país arroga-se o direito de decidir que presidentes derrubar e sequestrar. Vejam a hipocrisia: a UE dos valores e do direito internacional, diz-nos que afinal até pode ser porque nem gostava de Maduro. Vejam o cinismo: todos os partidos sociais-democratas e liberais, do BE ao PS, que, durante anos, reproduziram a narrativa mentirosa do imperialismo sobre o malvado regime de Maduro, vêm agora carpir lágrimas de crocodilo pela morte do mítico “Direito Internacional”.

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O Tempo da Indecência

Sob a máscara do conservadorismo democrático a extrema-direita política em Portugal está implementada bem para lá das fronteiras dos partidos ou organizações populistas, esticando a sua influência ideológica para as estruturas neoliberais e social-democratas. Neste cenário, um tanto ou quanto aceleracionista, o fascismo é ressurgido e institucionalizado, os seus caciques estão em roda solta e o patronato esfrega as mãos, às aranhas só o pobre, sem saber quem o maltrata.

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If I must die

Mohammed Abed/AFP

“If I must die” é um poema de 2011, originalmente escrito em inglês, pelo escritor, poeta, professor e activista palestiniano Refaat Alareer, assassinado por Israel em 2023, num dos incontáveis bombardeamentos que têm vindo a terraplanar Gaza. O poema, que agora faz parte de uma colectânea póstuma – If I Must Die: Poetry and Prose, recuperou voz e vigor pelas mais óbvias razões, e reveste-se de uma intemporalidade trágica, porque perante o desaparecimento da humanidade canta a esperança, porque é, contra todas as evidências em contrário, a dignidade que resta dessa humanidade ausente.

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Nanni Moretti e o horizonte comunista como antídoto da direita e do “voto útil”

A 20 minutos do final de “O Sol do Futuro” (filme de 2023, de Nanni Moretti), Giovanni, um idealista e impetuoso realizador a braços com uma tripartida crise artística, ideológica e conjugal, interpretado por Moretti num estreitamento da linha que delimita ficção e realidade, encontra-se sentado à mesa com a produtora e recente ex-companheira. Ponderações sobre o desgaste da sua relação e a perda de financiamento para o filme que se encontra a realizar imiscuem-se e atropelam-se. Interrompe-o o extasiado veredito do grupo de investidores sul-coreanos sobre o guião, a última esperança que tem, o filme, de ver a luz do dia. Agrada-lhes particularmente o suicídio na cena final: “tão dramático e sem esperança. É um filme sobre a morte da arte e do comunismo.”

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Já está no ar a Cassete Pirata #8

📼 🏴‍☠️ O oitavo episódio da Cassete Pirata, o podcast do Manifesto74, tem como tema central as eleições nos EUA, a guerra na Ucrânica e a situação internacional e conta com a participação de:

– Álvaro Figueiredo, António Santos, Bruno de Carvalho e Simão Bento.

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8 de março, Dia Internacional da Mulher: o mito original e outras fábulas mais ou menos modernas

O Dia Internacional da Mulher foi, da sua origem aos dias de hoje, avançado e defendido por comunistas, expressando, de modo inequívoco, a visceral ligação entre a luta pela emancipação das mulheres e a luta pela libertação da classe trabalhadora.

Passado para lá de um século do mais selvagem liberalismo e reformismo, as raízes comunistas foram-se vendo cobertas por um estéril composto de “empoderamento feminino” e outras falácias individualizantes, artificialmente gerado a partir de algumas das mais reaccionárias fábulas: uma espontânea origem norte-americana, impermeável ao projecto soviético e dependente da democracia burguesa como marco maior de igualdade.

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