Todos os artigos: Nacional

“Discriminar é o mote da actual política educativa” por Ana Sezudo

A Associação Portuguesa de Deficientes, face à gravidade da situação na educação dos alunos com Necessidades Educativas Especiais – NEE, entende que urge tomar medidas drásticas que ponham cobro ao descalabro em que se tornou a educação destes alunos no ensino regular.

Neste, como no anterior ano lectivo, são tantos os atropelos cometidos contra a Lei e contra o bom senso que se torna difícil dar um panorama completo do caos que assolou as escolas deste País.

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Salvar a criança? Façam um empréstimo!

Julgo que hoje já não são tão poucos assim os que, neste país, têm consciência de estarmos a ser governados por um bando de gente fanática, desprovida de humanidade, extremada, radical, fundamentalista do dinheiro e do financeirismo sem escrúpulos. A coisa acaba de atingir porém o cúmulo da nojice, da indignidade, e faltam-me adjectivos que expressem a real dimensão da minha indignação e repulsa, face à “solução” encontrada pelo governo para “ajudar” os pais da criança prematura em risco de morte no Dubai. Quem nos conta é a própria mãe na sua página do facebook.

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É assim que se faz.

NACIONALIZAÇÃO DA BANCA
DECRETO-DEI N.º 132-A/75, DE 14 DE MARÇO

Considerando a necessidade de concretizar uma política económica antimonopolista que sirva as classes trabalhadoras e as camadas mais desfavorecidas da população portuguesa, no cumprimento do Programa do Movimento das Forças Armadas;

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“Mais vale pedir que roubar” por Fátima Rolo Duarte

O alegadamente jovem (será?) recente opinador Pedro Marques Lopes tem dos jornais uma ideia caricatural, ingénua. Imagina-os como ursos polares sentados em frágeis e diminutos blocos de gelo, ou seja, vítimas da natureza humana em forma de leitores mal intencionados, ursos condenados a uma injusta e perigosa extinção. Um país sem jornais é uma desgraça de país. Um país com maus jornais é o quê? Portugal já teve bons jornais que vendiam e disto tenho provas em papel. O Diário de Notícias, nomeadamente, vendia a sério no passado ainda recente de Mário Bettencourt Resendes, e agora? Vende 12034, para menos e não para mais. Leram bem: 12034 exemplares contando, imagino, com os que lemos nos aviões, comboios e sei lá mais por onde se espalha o DN para arredondar números.

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B-a-bá dos juros de uma dívida «nossa»

Disseram-nos que devíamos 220 mil milhões a alguém por andarmos a viver acima das nossas possibilidades. Não sabemos bem a quem devemos esse dinheiro, mas sabemos que nos vieram ajudar a pagar a dívida para podermos ter trabalho e salário. Bancos acorreram a salvar-nos, através do FMI, e emprestaram-nos 82 mil milhões de euros.

No entanto, a bondade, paga-se. Chama-se juro. E de juros, pelo dinheiro que nos emprestaram para nos ajudar temos que pagar 8,2 mil milhões. Por ano.

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Ante a gargalhada geral: o ridículo somos nós?

O episódio protagonizado ontem por um Ministro do Governo de Portugal tem sido objecto de sátira, de gargalhada geral, de ridicularização, de misturas musicais, de redes sociais com menções irónicas, foi mesmo epitetada de «Pires de Lima show» (desafio-vos a colocarem o nome do Ministro no google e ver o que aparece) e, ainda assim, não consigo esboçar sequer um sorriso ante qualquer uma delas.

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Fiscalidade verde.

Colocando o epíteto “verde” após qualquer palavra, de repente, tornou-se a forma mais eficaz da propaganda pseudo-ecologista. “Verde”, “natural”, “biológico”, “eco”, enfim, um sem número de termos que, independentemente da sua ligação com a realidade, rotulam qualquer coisa, por mais poluente que seja, como a mais ecologicamente sustentável das coisas.

Ora, no caso da fiscalidade verde portuguesa, apresentada pelo governo laranja, o termo “verde” deve vir da cor das collants do Robin dos Bosques, que terá sido certamente a fonte de inspiração para esta reforma. O Governo dos ricos é o Robin dos Bosques dos ricos e a fiscalidade verde é a embuscada que fazer na floresta fiscal para tirar aos pobres e distribuir pelos ricos.

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