Dez demissões em nove meses. Uma maioria absoluta provadamente «fortíssima». Um PS abalado aqui e ali pelas movimentações tectónicas de «casos e casinhos» que, afinal, são qualquer coisa mais do que pareciam e diziam ser de início os seus responsáveis políticos, e muito particularmente, António Costa. Só que o problema fundamental não é, porém, a mudança de nomes ou de figuras neste ou naquele posto, por mais sucessivas que sejam tais alterações de gabinete. O problema é a espiral de aldrabice, o hábito especial que este governo tem de mentir sobre todo e qualquer assunto. O problema é o mal que, com a mentira, este governo está de facto a fazer ao país.
Uma Espiral de Aldrabice
É possível que poucos se tenham apercebido disso mas, em Novembro de 2020, os Correios de Portugal completaram 500 anos de existência. Não houve grande celebração, que se tenha notado, nem se terão cantado «parabéns» e por uma razão muito simples: a coisa está mais perto da morte do que dos «muitos anos de vida». Mas o postal que ilustra a desgraça da empresa não é anónimo, tem três siglas. As mesmas que há anos se vêm entretendo a fatiar o serviço público entregando-o às «maravilhas» da gestão privada. O resultado está à vista: de entidade pública sólida, confiável e útil, os CTT passaram ao topo da liderança das queixas dos portugueses.
