Todos os artigos: Internacional

Tambores de Guerra

Este ano comemoram-se os 100 anos sobre o início da Primeira Guerra Mundial (WWI). Esta guerra, a Grande Guerra, marcou toda a história subsequente. Eric Hobsbawn usou o início da WWI para assinalar o início da Era dos Extremos (1914-1991). Depois desta guerra, desapareceram os impérios Austro-Húngaro e Ottomano, caiu o império czarista na Rússia e deu-se a Revolução de Outubro, o Império Britânico começou o seu declínio e os EUA começaram a afirmaram-se como poder imperial além da sua região, as fronteiras da Europa, África e Ásia foram redesenhadas, e foi plantada a semente da Segunda Guerra Mundial (que haveria de expandir ainda mais os horrores oferecidos por guerras).

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Libertad Pablo Hásel!

O raper comunista espanhol Pablo Hasel aguarda a leitura da sentença no processo em que foi implicado, após a audiência realizada no passado dia 11. A acusação é de “apologia do terrorismo” e baseia-se em frases retiradas das suas canções, desligadas do contexto e separadas do todo coerente do poema. Acusam-no por exemplo de apologia da Al Qaeda, uma organização de extrema-direita e fundamentalista religiosa que comunista algum apoia.

O que se passou durante a audiência de dia 11 encontra-se contado na primeira pessoa na página de facebook “Libertad pablo hasel”. É esse texto que transcrevo na íntegra.

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De facto não há grande relação entre o Kosovo e a Crimeia…

A independência do Kosovo aconteceu depois de uma guerra de agressão ilegal da NATO contra a Sérvia, que destruiu infra-estruturas militares mas também civis um pouco por todo o território e que precipitou uma crise humanitária de larga escala no território disputado. A independência do Kosovo foi regada com sangue e urânio empobrecido, com dólares metidos nos bolsos da máfia paramilitar do UÇK, tendo como objectivo criar espaço NATO nos Balcãs e enfraquecer as posições não alinhadas na região.

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Os que fecham a porta do vagão

Há tempos, discutia com uma amiga a possibilidade do retorno do fascismo no nosso tempo de vida. Pode ser difícil imaginar a velha Europa a reinaugurar os campos de concentração e a desfilar pelas avenidas parisienses de cruz gamada ao braço ao som do passo de ganso, mas ela está aí.

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O dia em que a lua se vestiu de mulher

Talvez pareça estranho que tenha sido a União Soviética o primeiro país a pôr uma mulher no espaço. À URSS vestiram-lhe tantas vezes a pele de lobo que se torna difícil convencer alguém que tenha sido submetido a pelo menos duas horas de Canal História na sua vida que Valentina Tereshkova, filha de operários, tenha pilotado a sonda Vostok VI, em 1963, e tenha dado 48 voltas ao nosso planeta. A terrível pátria de Lénine, cujas mulheres conquistaram o direito ao voto, ao aborto, à igualdade legal e, progressivamente, à igualdade material, foi efectivamente protagonista de alguns dos maiores feitos na luta das mulheres.

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O bisneto de Maisanta

As imagens repetiam-se uma e outra vez. Onde quer que ele estivesse, transbordava a terra de mulheres e homens com fome de justiça. Numa das vezes, recordo a velha que trazia consigo o incomensurável sofrimento a que toda aquela gente havia sido submetida durante décadas. E se não falo de séculos é porque felizmente ninguém é capaz de suportar a miséria mais do que aquilo que a genética nos permite. Mas eles não esquecem. Nunca esqueceram quem é que aos antepassados encheu as costas de vergastadas. Desde os espanhóis que pisaram as praias venezuelanas, há mais de quinhentos anos, aos heróis que arrastaram multidões e esmagaram a tirania, sabem-lhes os nomes na ponta da língua.

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A democracia na Ucrânia veste de preto e vermelho.

A excitação generalizada dos jornalistas a quem se permite a entrada na Praça Maidan tem escondido que os mais activos manifestantes ucranianos “pró-democracia” envergam as cores do neo-nazismo.

Herdeiros dos poucos ucranianos que se juntaram aos ocupantes nazis na Segunda Guerra Mundial, são estes os braços que derrubam as estátuas de Lénine e dos combatentes patriotas ucranianos que lutaram e morreram para que o nazi-fascismo fosse corrido das suas terras. Foram 600 mil os combatentes soviéticos que morreram a defender Kiev. Milhões morreram a defender a Ucrânia e dezenas de milhões tombaram em defesa da Pátria Soviética, libertando a Europa.

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