Todos os artigos: Internacional

Alerta Anti-Fascista.

A emergência, de tempos a tempos, de organizações políticas e paramilitares da extrema-direita (fascistas, nazis e outras expressões do ódio e da violência de classe organizada) não se faz à margem do sistema, perante a surpresa ou fora do âmbito de acção e influência dos poderes que imperam na actual conjuntura.

Pelo contrário: a extrema-direita emerge como e quando o fenómeno interessa, quando se reveste de utilidade concreta, à burguesia e aos mecanismos de dominação, opressão e controlo que foi desenvolvendo e estuturando. Chamem-se “mercados”, União Europeia ou outra coisa qualquer.

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As cores da CIA, as cores do império… a farsa mal disfarçada.

Um olhar atento sobre o que se está a passar na Ucrânia permite perceber facilmente a enorme diferença entre os primeiros protestos(ou a forma como estes foram noticiados) e a realidade presente nas declarações e imagens que nos chegam por estes dias. Se ao início os protestantes(ou a sua direcção política) eram “pro-UE”, “pacíficos” ou mesmo até “defensores dos direitos humanos”, claramente hoje já não disfarçam o seu cariz abertamente violento e fascista. O discurso pro-UE foi-se substituindo por uma narrativa e uma acção que corresponde a este cariz.

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Românticos

“A cidade vive uma das suas noites de Inverno, sem suspeitar do drama que vai rebentar: e não só Moscovo, mas Paris, Nova Iorque, e Istambul, e Singapura, e Pequim, todas as cidades do mundo inteiro o ignoram ainda. Todas continuam a viver a sua vida, umas em plena luz, outras ainda no alvorecer, e noutras sente-se já o calor do meio-dia, todas com as suas preocupações, as suas alegrias, as suas esperanças, os seus desgostos, os seus automóveis, os seus fiacres e os seus riquexós, e as suas fábricas e as suas lojas e as suas casas de pedra ou de madeira, e todas essas pessoas que vão para o trabalho ou que voltam para casa, ou passeiam, ou estão sentadas nos cafés, ou se beijam nos parques ou enchem os cinemas, e os que nascem, e os que morrem. Salvo algumas pessoas na Terra, ninguém ainda sabe a notícia que vai abalar o mundo. Ler mais

“Deixai que o verme se junte aos vermes”

Prometi a mim mesmo não mais manifestar publicamente o meu regozijo pela morte de alguém cuja existência desprezei e a memória desprezo de igual forma. Trata-se de um princípio que tenciono manter, por várias razões de entre as quais destaco uma muito pessoal: creio que isso não faz de mim uma pessoa melhor, nem tão pouco penso que seja uma forma de acrescentar algo de positivo a mundo tão profundamente marcado pelo sofrimento, o ódio e a violência. Ler mais

Não há tom suficientemente escuro para contar esta página da História

Em 10 de Maio de 1941, logo após a entrada em Zagreb das tropas nazis de Hitler, nasce o NDH(Nezavisna Drzava Hrvatska), o Estado Independente da Croácia, liderado por Ante Pavelic. Este Estado que englobava a totalidade da actual Bósnia-Herzegovina e praticamente toda a actual Croácia, seria tutelado a Norte pela Alemanha nazi e a Sul pela Itália fascista. Obedecendo politicamente, tal como na Alemanha nazi, ao princípio de um Fuhrer, sendo este por sua vez subordinado ao próprio Adolf Hitler.

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Kim Jong-un ordena mais repressão

Na Coreia do Norte, o ditador Kim Jong-un anunciou a proibição de uma manifestação convocada para amanhã em defesa dos direitos humanos. Segundo fontes do regime, a manifestação proibida tinha sido planeada por uma associação ilegalizada há meses e considerada “terrorista”, libelo com que a ditadura da família Kim carimba a dissidência. Ler mais

70 anos dos irmãos Cervi

Foi num 28 de Dezembro, em 1943, que o nazi-fascismo fuzilou os sete irmãos Cervi. Gelindo, Antenor, Aldo, Ferdinand, Agostinho, Ovidio e Hector, filhos de Alcide Cervi e Genoeffa Cocconi. A sua História constitui um notável momento de resistência, heroísmo e sacrifício. Uma família que se entregou completamente, dando tudo de si. Os sete irmãos e o seu pai constituíram um grupo de partizans de alcunha “Banda Cervi” que manteve uma intensa actividade militar na região italiana de Reggio Emilia, fazendo simultaneamente de sua casa um importante ponto de abrigo para todos os resistentes que precisavam de apoio, desde fugitivos a soldados soviéticos.

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