Todos os artigos: Nacional

O Processo

Hoje escrevo na primeira pessoa.

Dos livros, das histórias que se contam, dos casos em tribunal, das séries sobre o fascismo estou sempre no lugar de espectadora. Mesmo quando sou eu a defender camaradas meus que são despidos em cadeias, insultados, jovens activistas ou militantes presos e desaparecidos horas, amigos agredidos por forças policiais e tantos, mas tantos militantes da JCP perseguidos criminalmente, emociono-me e defendo os casos sem distância. São também comigo. Ler mais

O homem do lixo

Agora que a capital parece que está a ficar limpinha, limpinha, escrevo sobre o homem do lixo para tentar explicar ao João Miguel Tavares (JMT) em que consiste o trabalho. Neste caso, o trabalho dos homens do lixo, que eram, no meu tempo de miúdo, cantoneiros de limpeza. Hoje devem ser técnico de qualquer coisa. Vem isto a propósito do que disse o rapaz no Governo Sombra – e não, não vou ler o que escreveu hoje no Público. Ler mais

E os nomeados do ano 2013 são…

Hoje, apresentamos o resultado da votação feita pelos nossos leitores, nos factos e figuras que marcaram o ano de 2013. Rompemos com as tradicionais selecções feitas pelos grandes meios de comunicação. Esta foi a nossa selecção. Este foi o resultado do voto popular.

Este inquérito teve a participação de 513 pessoas.
Pior acontecimento
83% // Manutenção do governo
13% // Morte de Chávez
  4% // Regresso de José Sócrates
Melhor acontecimento
75% // CDU nas Autarquias
17% // Demissão de Relvas, Gaspar e afins
  8% // Reacção popular à morte de Margaret Thatcher
Pobrezinho do ano
48% // Cavaco Silva
30% // Banca Portuguesa
22% // Isabel Jonet
Eu quero um tacho mais do que tu
51% // O livro de Camilo Lourenço
27% // Os textos de Daniel Oliveira
22% // O bater de punho de Miguel Gonçalves
Agarrem-me senão eu vou-me a ele
44% // O Irrevogável Paulo Portas
32% // PS e a queda do governo: Qual é a pressa?
24% // UGT e os seus cartões amarelos

Revolucionário depressivo
51% // Cavaco Silva no funeral de Mandela
35% // Mário Soares nos Estaleiros Navais
15% // Ramalho Eanes homenageado por Arnaldo Matos
Mentiroso compulsivo
74% // Pedro Passos Coelho
17% // Maria Luis Albuquerque
  9% // António José Seguro
A minha escadaria é maior do que a tua
47% // Escadas Monumentais, Coimbra
29% // Bom Jesus de Braga
24% // Escadas da Verdade, Porto
Pendurados – Uma árvore e uma corda
57% // Governo
35% // Banqueiros
  8% // FMI

A saudade como fado inevitável destes tempos

O amor fraternal é algo que nos corre nas veias, em cada pensamento, em cada gesto, sorriso. A cada passo que dás é dela que te lembras, como estará, o que terá aprendido hoje, quantas gargalhadas terá dado à conta das brincadeiras da prima. Quantas telas pintou, quantos desenhos te dedicou. O coração aperta e dói demasiado porque não podes estar presente se está doente, se tem febre, se já escreve até 10. Ler mais

Será que nos vamos aguentar ou virar uns fora da lei?

Quase sempre uma imagem vale mais que mil palavras. Sempre uma música vale mais que mil palavras. Bezegol é do Porto, da Pasteleira, creio – se estiver enganado, apitem. Bezegol é mestre das palavras e anda de pestana aberta. Se ainda fosse mais puto queria ser como o Bezegol. Ele sabe que nos andam a tentar enganar, a aldrabar e a roubar.

O monstro sabe que o pintor morreu. As dores de amor passam (ou não) com o tempo. Senhoras e senhores, Bezegol. Ler mais

2014

Tenho a sensação que caí num mundo onírico desde que o ano começou. Há uma densa névoa ao meu redor há quase quatro dias. Tudo o que vejo são imagens esfumadas num constante ambiente cinzento pontuado por uma ou outra luz amareladas que parecem dançar em pequenos passos, como se fizessem pouco de mim e do mundo. Ler mais

Homenagem ao meu amigo

A amizade masculina tem destas coisas. Não se admitem maiores expressões de afecto. É uma espécie de parcimónia permanente, este esforço incessante de ser homem (sê homem pá!). Como se não ser homem, e por consequência ser mulher, fosse algo de adquirido, fácil e aterradoramente insuportável: uma fraqueza de que o homem deve erguer-se, a pulso de prender as lágrimas. Não é só o espírito milenarmente subjugado das mulheres que a sociedade do consumo teima em engavetar em estreitas cofragens. Também o sexo masculino não escapa ao cilindro cultural do capitalismo e, subtilmente, ao nos fazer mais “homens” nos torna menos humanos. Ler mais

Bom Ano Novo!

Não, não choraremos nunca mais
Basta de lamber as nossas feridas pelos golpes da vida
Tantos erros convertidos em temores
Morreram utopias
Procuramos outras vias
Somos filhos dessas ruas
onde morreram tantos proletários
deixando de herança as suas experiências
Tantos combates onde fomos derrotados
Não repetiremos a história!
Agora viveremos a glória!

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