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E o prémio do momento televisivo mais tolo de 2013 vai para…

Há momentos televisivos que colocam em especial destaque a função imbecilizante dos principais canais – generalistas, temáticos, informativos e afins – que dominam o panorama da televisão nacional e internacional.

Eleger o momento televisivo mais tolo de 2013 é tarefa árdua, sobretudo devido ao embaraço provocado pela escolha, vária e rica. Seja como for arrisco este que vos deixo. A SIC Notícias tem histórico e prestígio nesta matéria e em 2013 voltou a mostrar-se em forma. Parabéns, SIC Notícias.

A violência de que poucos falam

Da sondagem encomendada pelo jornal i à empresa Pitagórica, ficamos sem saber se 30,6% dos que responderam que concordavam com haver risco de violência caso Passos Coelho e Cavaco Silva não se demitam o fizeram porque acham que a situação em que vivemos é insustentável. Mas também não podemos chegar à abusiva conclusão do diário quando afirma que a maioria não teme violência nas ruas porque, de facto, a questão não se prendia com temeridade mas com o risco, ou seja, com a probabilidade disso acontecer. Contudo, parece claro que os portugueses temem mais a violência do governo do que a tão propalada violência nas ruas. Ler mais

Os 50 Melhores Filmes da Esquerda

Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender. Após uma primeira experiência com 35 títulos, aqui fica o catálogo a 50, alargado pelas críticas e sugestões de largas dezenas de leitores. Esta lista, inevitavelmente incompleta e truncada de injustiças, resgata da História do Cinema as melhores e mais belas encarnações dos ideais da (e não de) esquerda. Convidados, ficam os leitores a sugerir na caixa de comentários as obras que aqui faltam e a propor a alteração deste ordenamento. Ler mais

A greve dos trabalhadores da CML à recolha do lixo

Alguém viu ou ouviu alguma notícia sobre a greve dos trabalhadores do município de Lisboa à recolha do lixo em que fossem claramente explicadas as razões que levaram estes trabalhadores à greve? Eu não vi. Admito que me poderá ter passado desapercebida, mas não vi, nem li, nem ouvi. Só na televisão vi umas sete ou oito peças. Dessas, apenas duas ou três referiam ao de leve que os trabalhadores estavam contra a descentralização de competências do município para as freguesias. Mas logo “explicavam” que António Costa garantiu que os trabalhadores não perderiam direitos e conservariam o seu vínculo por meio de lugares cativos no mapa de pessoal da Câmara. O que li e ouvi também não destoou desta linha. Ler mais

O mundo ao contrário

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) pede aos lisboetas para que não coloquem o lixo nas ruas para que não se agravem as consequências da greve dos trabalhadores da autarquia. E por que não exige antes à Câmara Municipal de Lisboa que negoceie com os grevistas para que a situação regresse à normalidade? Faz recordar um jornalista chico-esperto que escreveu uma notícia sobre ambiente no Público e que responsabilizava as greves gerais pelo aumento substancial de poluição nas vias de acesso às grandes cidades. Já é rebuscado arrancar tal afirmação para inventar uma prosa contra a luta dos trabalhadores mas menos rebuscado seria se percebesse que quem vai trabalhar em dia de greve não é senão fura-greve. Ler mais

Testes

Diz o Diário Económico que as “eleições europeias são o teste político marcado para o próximo ano”. Nós dizemos que não. As troikas nacional e estrangeira que comandam os destinos do nosso país serão testadas todos os dias, a todas as horas e em qualquer lugar: numa manifestação como numa conversa de café, num piquete de greve ou numa viagem de elevador. Muito gosta a burguesia de reduzir a actividade política ao simples acto de votar. A política é, porém, muito mais que isso; política fazemos todos nós, todos os dias. Ler mais

Novembro 25 Dezembro: M74 contra os mitos

Dia 25 de Dezembro, o Manifesto 74 existe há um mês. Foi a 25 de Novembro de 2013 que abrimos este espaço, para afirmarmos que por aqui, continuamos a não aceitar o que nos trouxe o 25 de Novembro de 1975. Mas será que estes dois dias têm mais semelhanças do que se possa pensar? Vejamos… Ler mais

Passos Coelho, o usurpador

Com um recorde sem precedente histórico de nove reprovações no TC, o governo de Pedro Passos Coelho é o mais inconstitucional da jovem democracia portuguesa. Assume descontraidamente a sua malquerença pela Constituição da República e tem até inefável lata de declarar guerra sem quartel aos juízes que a juraram fazer cumprir. Ora esquecendo-se o governo que o seu poder deriva da Constituição e estando o Presidente da República em conluio com os usurpadores, cabe ao povo a missão constitucionalmente consagrada de reestabelecer a legalidade do governo. Porque em república a soberania reside no povo e não nas eleições e a ele pertence a coisa pública e não ao governo, assiste-lhe o direito de repor pelos meios que entenda a legalidade democrática. É importante que se assuma que este governo não é só ilegítimo porque governa contra o povo, é, constitucionalmente, um governo fora-da-lei. Ler mais