Vou fazer um movimento social para partir os torniquetes das casas de banho da estação de camionagem de Sete Rios: A Mijadela tem de ser Mais Democrática.

Estação de camionagem de Sete Rios. Ontem. Fui lá deixar o meu pai que ia apanhar um autocarro. Chegamos, vamos à bilheteira, bilhete comprado. Digo-lhe eu, a casa de banho é ali, se precisares de ir antes da viagem. Antes mesmo de ele me responder reparo que a casa de banho agora tem um torniquete. Não acredito. Aproximo-me e sim, quem quiser utilizar a casa de banho da estação de Sete Rios tem de pagar 50 cêntimos.

Ler mais

6 de Junho, o povo inunda Lisboa

Não, não estamos condenados a repetir os erros do passado. Não, não estamos votados à rotação PS/PSD/CDS. Não, o nosso povo não nasceu para ser Sísifo de pedregosos banqueiros falidos. Não, os partidos não são todos iguais. E não, não é só fumaça.

Ler mais

20 sinais de que é um filho da puta

Não consta que Carl Jung alguma vez tenha visitado Portugal ou a sua divisão da humanidade por tipos de personalidade não teria escamoteado a importante sub-classificação que, por terras lusas, abrange todos os seres ou indivíduos que se distinguem dos restantes por um carácter específico que só a eles é comum: o filho da puta.

Mas afinal o que é um filho da puta? Não obstante a frequência com que o termo é empregue na classificação axiomática de reconhecidos sociopatas como banqueiros, especuladores financeiros e ministros, não existe ainda consenso bastante para alcançar uma definição acabada. Longe de pretender ser tratado sobre o tema, este artigo é um subsídio para uma definição mínima. Caso o leitor responda afirmativamente a, pelo menos, cinco questões, então é provável que seja um filho da puta.

Ler mais

E tu, quantos partidos já fundaste este ano?

A aritmética política é simples: “os inimigos do povo vencem as eleições porque o povo se abstém” mais “a maioria do povo não vota porque não se sente representada por nenhum partido” é igual a “é preciso continuar a criar novos partidos até toda a gente se sentir representada”. No entanto, e mesmo admitindo que esta operação é realmente uma soma e não uma divisão, subsiste uma incógnita: qual é a propriedade mobilizadora do próximo novo partido que nenhum dos existentes à esquerda conhece?

Ler mais

Cofres cheios e barrigas vazias

“Portugal tem os cofres cheios”. Foi com esta tirada insultuosa, perversa, ignóbil, que a ministra das finanças encerrou as jornadas do PSD. Com a sua habitual pose altaneira, almejando o júbilo de uma plateia certamente inebriada pela gloriosa revelação, a responsável política que não foi senão “carrasco” de milhões de portugueses e portuguesas, vem gabar-se de que, afinal, o país “tem os cofres cheios”. Cofres cheios “para honrar os seus compromissos na eventualidade de surgirem perturbações no funcionamento do mercado”, claro está, não vá haver qualquer tipo de dúvidas. E eis-nos então perante o país sonhado por PSD e CDS: um país “de cofres cheios”, mas que obriga crianças a irem à escola nas férias para terem direito a uma refeição digna.

Ler mais

Ser arquitecto no país da austeridade, por Tiago Mota Saraiva

Em Dezembro de 2015 passará vinte anos desde que comecei a trabalhar num atelier de arquitectura. Era estudante e nesse tempo eram poucos os estudantes que não acumulavam a escola com o início da profissão.
Terminado o curso, em 2000, decidi emigrar. Mas não foi um emigrar como os de agora, que mais parece um exílio. Como tantos outros colegas parti por uns anos na certeza de regressar no momento em que decidisse.

Ler mais