Sobre o glifosato e a Bayer.

Desculpem-me os leitores do manifesto74 por vir usar o vosso espaço com uma clarificação que passa perto de uma defesa pessoal, mas que, como compreenderão, é não só necessária, como colectiva.

O jornal i decidiu, no âmbito da campanha mediática em curso contra a solução governativa para que o Partido Comunista Português contribuiu, fazer uma delirante notícia com direito a meia capa. O correio da manhã, esse produto tóxico em papel que devia constar na categoria 2A da classificação da IARC – International Agency for the Research on Cancer – acompanhou de imediato. A origem da notícia está numa abstrusa manipulação de um artigo que escrevi neste blog levada a cabo por militantes e dirigentes do BE nas suas páginas de Facebook, onde me acusavam de insinuar que o BE teria recebido dinheiro da Bayer para propor a proibição do Glifosato. O i e o CM limitaram-se a aproveitar a boleia.

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Tio Zé Gomes Patinhas Ferreira

«Se é pelo agregado, facilmente se atinge os 500 mil euros». Fácil, fácil. Zé Gomes Ferreira pegou na máquina de calcular, fez as continhas, somou os bens da malta lá de casa e chegou facilmente aos 500 mil euros de património. Mas quem nunca? Ou melhor, quem não? Que família portuguesa não chega “facilmente” ao meio milhãozito? Todos. Toda a “classe média”. Com jeitinho, metendo de permeio até valores mobiliários, somando um RSI, uma prestação do abono de família e 5 euros saídos numa raspadinha, até os de “classe baixa” vão levar com imposto. E “facilmente”. Ainda que muitos insistam em denegrir a sua imagem, mais uma vez, Zé Gomes Ferreira aparece a defender os mais fracos.

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Glifosato fora de moda

Agora será má altura para relembrar que a Bayer comprou a Monsanto por 60 mil milhões de euros, depois de ter sido levada a cabo uma campanha de alarme em torno do principal activo da Monsanto – o glifosato e as culturas transgénicas tolerantes a esse herbicida -, mas ainda assim, porque só com as peças todas podemos montar o puzzle, aqui vai:

A Monsanto produziu o roundup (glifosato) e ao mesmo tempo vendeu milhões de sementes tolerantes ao químico, dominando assim uma importante parte da agroindústria e da produção de alimentos. A Monsanto detinha a patente das variedades transgénicas tolerantes ao herbicida e ao mesmo tempo a patente do herbicida. As variedades não eram resistentes a pragas, como muitos tentaram fazer-nos crer, mas sim ao roundup. A patente do glifosato expirou em 2001, e isso permitiu que fosse possível produzir e utilizar glifosato com custos muito menores, continuando a usar variedades vegetais resistentes ao herbicida.

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Greve prisional nos EUA contra a escravatura moderna

No 45º aniversário do levantamento prisional em Attica, iniciou-se ontem uma greve nacional de presos em mais de 24 estados dos EUA, contra comida e cuidados de saúde inadequados, condições de sobrelotação, pressão e isolamento prolongado, e o ciclo do próprio sistema criminal que cria um sistema de escravatura moderna. Os promotores, que incluem o Support Prisoner Resistance, o  Incarcerated Workers Organizing Committee, e o Free Alabama Movement, apelam ao fim da escravatura na América, alertando não só para as condições dentro das prisões, mas para todo o sistema repressivo racista e de classe, desde a ligação entre punição nas escolas e a criminalização juvenil (school to prison pipeline), ao quotidiano terror policial nas cidades, o enviesamento racial da polícia e sistema penal, a falta de apoio jurídico, as fianças proibitivas, as penas injustas, os controlos após a libertação, etc.

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O Piro-Esquerdista!

De pyrós, grego, que significa fogo. O fogo que conflagra, que arde, que queima e que se vê. E do fogo o calor, o calor vibrante da teoria consumida à letra, de fio a pavio, que apetece – apetece muito – espalhar aos quatro ventos de um feed, copiada, letra por letra, alheia aos tempos, aos modos, aos colectivos e aos espaços. O fogo da urgência que não cessa, de um ego que jamais se contém, de uma vontade férrea de ser farol na escuridão, de ser luz nas trevas, de ser salvatoris mundi! E fazê-lo desabridamente, aos olhos de todos, como projecto de vida, na magnificência de um mural de facebook, o trono dos novos tempos, onde se pavoneia a criatura em plena e definitiva majestas! Ei-lo, esse esquerdista pantocrator! O piro-esquerdista! Ou tão-somente, como lhe chamaria qualquer sábio ainda que iletrado, «o imbecil»!

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Colonialismo e Imperialismo? Não e não! Só a pergunta já ofende.

Nos últimos dias reuniu em congresso a Convergência Ampla de Salvação de Angola(CASA-CE), e do enclave saiu reeleito o presidente Abel Chivukuvuku.
De Portugal foram convidados PSD, PS, CDS e BE, presentes com as respectivas delegações e mensagens. Significativo e notável, como os mesmos que por cá ululam e rasgam as vestes, acusadores de uns e outros, sejam exactamente os mesmos que estão dispostos a apoiar uma força política que nos seus traços essenciais corresponde a uma recauchutagem ideológica de um sector da UNITA, por sinal um sector especialmente próximo do colonialismo e do imperialismo em África e Angola.

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Os índios da Pradaria

Os Lakota, também conhecidos como índios da pradaria, são um povo indígena da América do Norte, cujas terras originais se estendiam pelos actuais estados norte-americanos do Dacota do Sul e do Norte. Formados por sete tribos vizinhas, entre as quais se encontram os Sioux, os Lakota imigraram para o Norte, oriundos do baixo Mississipi, e ali se fixaram vivendo da agricultura e da caça do búfalo, actividade iniciada após a introdução do cavalo na vida das comunidades, no século XVIII. É em parte da vida dos Lakota que falam grandes produções de Hollywood, como “Dances with wolves” (“Danças com lobos”), filme realizado a partir do romance homónimo, de Michael Blake.

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