Pingo Doce (ou o dia em que os elderes apanharam)

Muito antes das infames promoções do 1.º de Maio do Pingo Doce, mais precisamente no dia 25 de Abril de 2007, aconteceu um episódio engraçado. Tinha ido ao desfile popular, em Lisboa, quando, mal saio metro, mete-se à minha frente um tipo alto, muito loiro, vestido de camisinha branca e calcinha preta, engomadinho como se fosse para um baptizado, e diz-me assim: «Tem um minuto Deus nozo sinor?» era um elder, vulgo mórmon americanus.

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A banca no sistema de exploração capitalista*

A crise do sistema capitalista teve repercussões tremendas no sector financeiro, que se traduziram em consequências dramáticas para os povos do mundo, com o comprometimento dos Estados na salvação e resgate de instituições bancárias gigantescas, muitas delas, partes de grupos monopolistas que integravam ou integram componentes financeiras e não financeiras.

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Os Liquidadores de Chernobyl, Heróis da Humanidade

– 1:24 de 26 de Abril de 1986, durante a execução de um teste de segurança na Central Nuclear de Chernobyl explode o reactor número 4. Novamente a Humanidade será colocada à prova. Numa situação que comportará desafios e riscos humanos absolutamente aterradores pelo que se poderia calcular, e outros, então ainda inimagináveis.

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Que Viva Abril!

Assinalado Abril, mais uma vez, observamos na sociedade portuguesa, em diversas estruturas, institucionais e não institucionais, académicas, sociais, culturais e largamente na comunicação social dominante, persistentes tentativas de reescrita da História, de branqueamento do fascismo, de falseamento ou ocultação de papéis e responsabilidades, e , até, tentativas de denegrir a própria Revolução.

É necessário relembrar o fascismo, proteger a memória da Revolução e transformar esta memória numa força presente.

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A IVG e os direitos da mulher – o muito que ainda há por fazer

Imagina que engravidas.
Imagina que decides fazer uma IVG.
Imagina que vais ao hospital fazer a consulta.
Primeiro, fazem-te uma ecografia, para aferir o tempo de gravidez.
Depois, marcam-te para uma semana depois, para a consulta com o/a médico/a.
Agora imagina:

Entras. Perguntam-te as habilitações académicas. Dão-te um papel. Não te explicam nada. Perguntas como é o procedimento.
«Está no papel que lhe dei».

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O futuro do Brasil não passa pelo Parlamento

Não houve como não parodiar e rir com as desgraçadas intervenções e justificações dos deputados brasileiros na famigerada votação do «impeachment». «Impeachment», diga-se, cujo verdadeiro equivalente de sentido é – convém memorizar – «golpada». E se algum dia lhe disserem o contrário não acredite, é mentira. Palavra de tradutor/intérprete.

Tudo aquilo naquela tarde/noite roçou o irreal, o ridículo. O problema é que o ridículo, no Brasil como noutras partes do globo, pode de facto ser muito perigoso. Sobretudo se tivermos a noção de que passa também por aquele leque de “decisores políticos” muito da vida de um dos países mais populosos do mundo. País esse onde grassa ainda uma grande disparidade social e económica, uma sociedade de alguns ricos e de muitos muitos milhões de pobres.

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Gás abafado em silêncio

Um bairro com forte presença curda, na cidade destruída de Aleppo, na Síria, foi bombardeado com armas químicas proibidas. O ataque foi reivindicado pelo grupo Jaysh al-Islam, uma facção sunita apoiada pela Arábia Saudita, uma daquelas que a imprensa portuguesa designava como “rebeldes” entre 2011 e 2014.

O grupo Jaysh al-Islam é uma das principais facções paramilitares na coligação de forças sunitas, salafistas, reaccionárias ou mesmo islamofascistas que combatem o Exército Árabe da Síria, comummente designado pelos media nacionais como “forças leais a Bashar Al-Assad”. Na esfera política, o Jaysh al-Islam é liderado por um homem chamado Mohammed Alloush, figura principal das facções jihadistas nas negociações que decorrem em Genebra com vista a eventual fim dos combates num país devastado pela acção dos grupos criminosos – sírios e internacionais – que para ali convergiram depois da destruição e da pilhagem de outros países, como a Líbia.

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