Todos os artigos: Internacional

Mudam o rei espanhol para que nada mude

O ditador Francisco Franco preparou o jovem príncipe Juan Carlos para lhe suceder e garantir a manutenção do poder político e económico às classes dominantes. Quase sempre, as oligarquias sabem o que fazem. Os grandes grupos económicos e financeiros espanhóis foram os principais beneficiários da transição. Essa etapa histórica imposta por Madrid aos demais povos do Estado espanhol é, ainda hoje, elogiada pelos que criticam duramente os excessos da revolução portuguesa. Ali, placidamente, o ditador morreu na cama sem ser julgado e Juan Carlos assumiu as rédeas do Estado para alimentar com muitos cosméticos a nova realidade política. De facto, o poder económico manteve-se praticamente intacto e as instituições permaneceram sob controlo da órbita franquista: polícias, militares, juízes, professores, jornalistas, etc.

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A quem servem as “extremas”?

Depois das Eleições para o Parlamento Europeu foram várias as análises e reflexões. Como sempre, há uma linha de análise que se tenta impor como oficial ou que pelo menos é mais difundida. A verdade é que os números destas eleições em todos os países da União Europeia, trouxeram muitas novidades e fugiram bastante às balizas que permitem repetir que independentemente dos resultados quem ganhou foi o “projecto europeu”.

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FARC-EP, 50 anos de resistência!

Neste dia, há meio século, um grupo de 46 homens e duas mulheres resistiam a um cerco militar montado pelo governo da oligarquia colombiana. Vagas sucessivas de ataques de um exército formado por milhares de soldados apoiados por carros de combate, bombardeiros da força aérea e forças norte-americanas de elite não conseguem derrotar o punhado de camponeses. Meses antes, a direcção do Partido Comunista Colombiano envia Jacobo Arenas, membro do Comité Central, para apoiar politicamente no terreno a pequena força insurgente. Marquetalia, o nome da povoação que alberga os combatentes, entra para a história da Colômbia. Em San Miguel, cai em combate um dos mais destacados resistentes, Isaias Pardo. Apesar disso, os 48 guerrilheiros não só rompem o cerco como conseguem sob o comando de Manuel Marulanda Vélez transformar o pequeno grupo na mais importante organização guerrilheira da América Latina.

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Sobre o “enquadramento internacional do PCP nestas eleições”

Vi a edição desta noite do espaço de comentário que Francisco Louçã ganhou na SICn. Nele Louçã entendeu dar a sua opinião – legítima, naturalmente – sobre os “pontos fortes” e os “pontos fracos” das diferentes listas de candidatos ao Parlamento da União Europeia, nomeadamente aquelas que correspondem a partidos ou coligações com representação no actual parlamento.

Sobre a lista da CDU Louçã referiu como ponto forte a presença activa do PCP na luta contra a austeridade. Interessa-me em todo o caso explorar aquilo que referiu como ponto fraco já se baseia numa falsidade absoluta.

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9 de Maio, Dia da Vitória! (День Победы)

Neste dia, em 1945, celebrava-se a derrota do nazi-fascismo alemão.

Hoje, 69 anos depois, a luta contra o nazi-fascismo tem a mesma actualidade, a mesma importância, incluindo no solo que mais regado foi com o sangue dos maiores heróis da luta contra a Alemanha hitleriana e os seus aliados.

9 de Maio, “Den Pobedy”, o Dia da Vitória. Ura!