A luta não acabou!

Os últimos dias têm sido bastante esclarecedores no que aos ENVC diz respeito. Não surpreendentemente, a DORVIC do PCP emitiu um comunicado expressando a mais profunda solidariedade para com os trabalhadores dos Estaleiros e denunciando o crime que se está a cometer. Na verdade, foi o único partido que, imediatamente, se deslocou à empresa para comunicar aos trabalhadores aquilo que sempre defendeu: a defesa intransigente dos operários e a viabilidade dos ENVC enquanto empresa pública. Ler mais

Hoje farias 55 anos, Pai

Farias 55 anos. Recordo-me de dizeres que começaste a trabalhar aos catorze. Recordo-me das histórias de quando, durante o fascismo, tu e os teus irmãos comiam pão (se o houvesse) e uma sardinha. E que a avó escondia o pão debaixo da terra. Lembro-me das histórias de atirares os gatos para o meio das silvas. E de ver-te a atirar gatos para veres se caíam de pé. Lembro-me das horas que passava a olhar os vinis na tua loja, esperando um dia estar ao teu lado a falar sobre eles. Lembro-me de esperar horas pelo teu programa na rádio pirata e da tua frase «esta é para a minha baixinha». Não acertaste na música e eu nunca te disse. Lembro-me do primeiro jogo nas Antas, em que ganhámos ao Sporting e fomos comer bifanas a seguir. Ler mais

A União Europeia é inimiga dos trabalhadores

Para os que depositam esperanças na ‘democrática’ União Europeia e para os que vêem nos protestos pelo vínculo da Ucrânia a Bruxelas um símbolo de luta pela liberdade, deixo-vos a imagem de manifestantes ucranianos tentando subir à estátua de Lénine para a destruir. Ler mais

Quanto os correios eram de todos nós

Ontem falava com a minha Mãe sobre a alteração do sistema de saúde para os antigos trabalhadores dos CTT.

A minha Mãe grande parte da sua vida trabalhou ali. Lembro-me muito bem de sair da escola e ir para a estação de Correios de Santa Maria da Feira. O chefe, que já me conhecia, deixava-me andar livremente por ali. Ler mais

Que paz na Colômbia?

Passávamos largas horas a desfiar o tempo para cosermos o ritmo dos dias. De manhã, o céu estendia-se azul pelas montanhas e do verde das folhagens saltavam bandos selvagens de papagaios. Nada fazia crer que todas as tardes, mais ou menos à mesma hora, se desatava a tormenta. Foi entre o matraquear da chuva tropical que um dia me descreveu as vezes que o tentaram assassinar. Enquanto dirigente regional do Partido Comunista Colombiano (PCC), escapara tantas vezes à morte que já não me parecia estranho que se sentasse sempre de frente para a porta. Numa das vezes, os assassinos entraram pela porta e ele saltou pela janela. E quando meses mais tarde, no meio do tráfego, uma mota se aproximou da sua janela, a pistola encravou. Ler mais