Não se enxerga

Carlos Abreu Amorim (CAA), o candidato derrotado recentemente nas Autárquicas, em Gaia, diz que “não se enxerga
e eu concordo, desde que seja uma expressão aplicada ao próprio. Falava hoje CAA na Assembleia da República sobre os incidentes em Cabo Ruivo. A acompanhá-lo teve o inefável Nuno Magalhães. Estamos assim perante duas personalidades que vêem as greves como ataques à democracia e desconhecem a lei que rege a função dos piquetes de greve. Ler mais

Nem um só passo atrás, em defesa da Constituição

Um dos erros mais comuns cometidos por quem, sem conhecer as circunstâncias e as implicações dos combates na região de Estalinegrado, se refere a esta batalha é a afirmação de que se tratou de uma disputa entre dois homens – Hitler e Estaline – apostados em arriscar e sacrificar tudo por uma questão de reputação e orgulho pessoal. Ler mais

NerDialecticals

No contexto dos paradoxos de Zenão, o caminhante nunca chega ao destino e Aquiles nunca ultrapassa a tartaruga, porque os intervalos de tempo, a continuidade do tempo (independentemente do que a explique) e a independência de referenciais são distorcidos ou desrespeitados para suportar a tese. Ler mais

O orgulho operário de uma cidade

Não há em Viana quem não tenha um familiar ou amigo que trabalhe ou tenha trabalhado nos ENVC. Alguns de forma directa, outros de forma indirecta. Na verdade, se hoje falamos de 620 trabalhadores, há não muitos anos atrás falávamos de cerca de 2000; se falamos de 620 trabalhadores esquecemos, no imediato, os quase 4000 trabalhadores que, indirectamente, dependem desta empresa. Não é preciso ser um génio para perceber que uma empresa da dimensão dos ENVC depende, e muito, de centenas de pequenas empresas fornecedoras de material, por um lado, e, por outro, permite que umas quantas dezenas de cafés e restaurantes sirvam, todos os dias, a massa operária dos Estaleiros. Passear pela zona ribeirinha da cidade só faz sentido se pudermos ouvir os ruídos dos guindastes, os barulhos das chapas, o soar estridente da sirene que à hora exacta permite aos operários pousar a ferramenta e ir almoçar, só faz sentido se pudermos cruzar o nosso olhar com aquelas centenas de operários envergando fatos azuis, desgastados por horas e horas de trabalho, que enchem as ruas da Ribeira. Viana do Castelo sem os Estaleiros não mais será igual. Ler mais

Agradecimento dos Multimilionários

No dia em que ficámos a saber que Américo Amorim voltou à liderança da tabela de multimilionários, dobrando o valor da sua fortuna em apenas um ano, o Manifesto74 divulga o agradecimento promovido pela Associação Nacional de Multimilionários nas ruas e no Metro de Lisboa. O seu Presidente misturou-se com a população “piegueira” e anunciou-lhes que a sua pieguice não tem sentido e que os seus sacrifícios têm um destino certo e justo: o bolso dos associados da ANM. Américo Amorim e os outros, continuarão a agradecer. Ler mais

Lénine referindo-se à actualidade portuguesa

O aprofundamento das desigualdades, a criação de monopólios e como há sempre vozes do sistema que procuram mascará-lo:

“(…) o monopólio do Estado na sociedade capitalista não é mais do que uma maneira de aumentar e assegurar os rendimentos dos milionários que correm o risco de falir num ou noutro ramo da indústria.” Ler mais

“Voltarei e serei milhões”

“- (…) Aqui estava eu e ali estava ele, e de vez em quando eu dizia-lhe: A tua desgraça é a minha fortuna, e ainda que a tua maneira de morrer não seja das mais confortáveis, a maneira como ganho a vida também nada tem de confortável. E ganharei ainda menos se continuares a usar essa linguagem”. Isto não pareceu comovê-lo muito, mas ao cair da noite no segundo dia, ele calou-se para não abrir mais a boca. Sabem qual foi a última coisa que disse? Ler mais