Se inimigo do meu inimigo meu amigo fosse, já Henrique Raposo, Helena Matos, Raquel Varela e Renato Teixeira teriam parido um novo blog ou revista. Não é provocação: pode ser que os separem densos renques de fumo ideológico e gigabytes de sangrentos diatribes por essa rede fora, mas a verdade é que as suas agendas coincidem num ponto capital: o combate sem tréguas aos privilégios políticos, morais e históricos dos comunistas. Ler mais
Das contradições de um Tribunal Constitucional, mas pouco
O ataque cerrado ao TC por parte das forças da extrema-direita parlamentar e das forças económicas que ocupam o nosso país são, curiosamente, desprovidas até de qualquer sentido prático.
Na verdade, e como ouvi o Professor Reis Novais afirmar (alto e bom som) no Prós e Prós: então e a decisão que «decidiu» (olha o pleonasmo, Lúcia!) declarar inconstitucionais os cortes dos subsídios de férias e de natal mas permitiram a sua vigência e produção de efeitos apenas só no ano seguinte (o que até acabou por não acontecer, foram roubados por outra via, que o gangue ministerial não dorme)? Então e as decisões reiteradas que admitem a irredutibilidade dos salários? Então e as decisões que permitem os sucessivos cortes nas pensões e a contribuição extraordinária de solidariedade? E as decisões que permitem a prevalência de normas sobre a contratação colectiva? Ler mais
Novembro, um passo em frente
Algumas notas sobre Novembro.
A 25 de Novembro de 1975, após diversas tentativas de golpes contra revolucionários, a ofensiva contra Abril assumia um novo patamar. Os “velhos” agentes do regime fascista e do capital monopolista, disfarçados agora em novos defensores das liberdades, desferiam e concretizavam profundos golpes na jovem revolução. O sonho transformado em realidade por gerações de homens e mulheres, parecia desmoronar-se aos bocados. Ler mais
Um dia na Luta que é contínua
Ontem já sabia que o dia seria longo e que as costas se iam queixar. E a perna esquerda, que me dói desde os piquetes da última Greve Geral, não sei se por causa do muito tempo em pé, ou do muito tempo sentado, mas é uma dor da Luta, custa menos a suportar. Acordei atrasado, tomei o pequeno almoço atrasado, cheguei ao Camões atrasado e não encontrei ninguém. Será que me tinha enganado nas horas? Será que todos os outros estavam mais atrasados que eu? Ao longe ouço um clamor quase imperceptível mas que me dizia que tinha de dar corda aos pedais, a manifestação em direcção à Assembleia da República já tinha partido. Quando cheguei à sua cauda o horizonte apresentava um mar de cores, maior do que eu esperava, a exigir a demissão do governo e a reprovação do Orçamento do Estado. Nesse momento percebi que para além de longo, o 26 de Novembro de 2013 ia cravar de pesadelos o sono dos soldados da austeridade. Ler mais
Uma questão de agendas
Sua excelência o ex-ministro irrevogavelmente demissionário abriu a boca para falar sobre a luta dos trabalhadores e o que saiu foi o costume… Por entre provocações várias, o ás da dissimulação referiu que “cada um tema a sua agenda“. Li e olhei logo para a minha, comprada na papelaria da esquina por 5 euros, mais do que gasto para almoçar todos os dias, que comida trago-a de casa embrulhada em jornais para aguentar o calor até à pausa das 13h00. Ler mais
Cem metros e uma escadaria
O pretexto suficiente para desencadear um «debate» em torno do direito de manifestação. Debate em relação ao qual muitos se mostraram indiferentes enquanto militantes da JCP, do PCP, dirigentes e delegados sindicais da CGTP enfrentaram e enfrentam identificações, inquéritos, julgamentos e absolvições. Ler mais
Ocupado
Ministérios das Finanças, Justiça, Ambiente e Saúde estão neste momento ocupados por activistas sindicais da CGTP.
Em directo aqui.
Ditadura Terrorista dos Monopólios. Onde começa o terrorismo?
A lei do condicionamento industrial de 1956 foi utilizada por alguns para ilustrar uma espécie de ruralismo de Salazar, para mostrar que o ditador fascista não estava aliado aos grandes grupos económicos e que final de contas o que queria era manter o bucolismo e a ruralidade da nação, contra o desenvolvimento industrial portador da desgraça. Na verdade, apesar de ser verdade que a ditadura tinha como intenção manter o país limitado a uma política de crescimento desigual, não é verdade que esta legislação ou o regime que a concebeu tivesse qualquer espécie de conteúdo contra o desenvolvimento capitalista. Ler mais