Todos os artigos: Nacional

A incondicional condição de António Costa

Há menos de cinco anos, António Costa dava esta entrevista. Em apenas dois minutos e com a banda sonora do Exorcista no fundo, o actual “candidato a primeiro-ministro” é peremptório:

António Costa: Eu estou impossibilitado (de ser primeiro-ministro) porque tenho um compromisso fundamental com a minha cidade. Foi isso que disse que faria, é isso que vou fazer e é assim que tudo deve continuar.

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Produtividade

Não há guru da gestão, comentador de assuntos económicos ou especialista em generalidades que não apresente ciclicamente o argumento da produtividade na hora de discutir aumentos salariais no país com mais baixos rendimentos da europa ocidental. Aumentos sim, mas apenas em tese, género de difusa intenção agendada para o dia do tal santo – o de “São Nunca à tarde” – que não chega.

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Ideologia impagável.

É habitual que nos filmes venham personagens do futuro  para salvar a humanidade ou uma comunidade específica. Em Portugal, como noutros países chamados periféricos, vieram ideias do passado para destruir o presente e nos lixar o futuro.

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Devolução mas é o ca*?!%&

Desde ontem que se diz que «este não é um orçamento eleitoralista» e ainda assim permitem-se as maiores mentiras sobre o dito.

Em primeiro lugar: o Orçamento é «do» Estado e não «de» Estado – senhores jornalistas e comentadores de serviço, esta é de borla.

Depois afirmam que o governo vai devolver os cortes. Mas devolver exactamente o quê? Ora: Eu tenho cem euros. Roubam-me vinte. Devolver seria restituir-me os vinte para que eu ficasse com os meus cem, certo?

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“Entregar, entregar e entregar”

Moedas disse no parlamento europeu (PE) “delivery, delivery and delivery”, enquanto era questionado pelos deputados europeus a propósito da sua indigitação para comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, numa alusão a ser orientado para os resultados (que tem sido uma forma muito utilizada para substituir o já batido – os fins justificam os meios!).

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Os bastões de António Costa

Há uns anos atrás, quando inauguraram a sempre caótica rotunda do Marquês de Pombal, um curioso que por ali passava atreveu-se a fazer uma pergunta que não havia ocorrido a qualquer um dos responsáveis técnicos e políticos da obra. Onde estavam os sumidouros para escoar a água? Entre o gaguejo demagógico do típico discurso fingido, os autarcas apressaram-se a garantir que estava tudo pensado. É este o nível de profissionalismo de quem está a governar uma cidade para os interesses privados. Mas antes de se especializar em afogar Lisboa e responsabilizar o Instituto Português do Mar e da Atmosfera pela falta de previsão, António Costa já existia.

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A insinuação

Foi por mero acaso que apanhei o final do programa “Este sábado” transmitido pela Antena1 no passado fim-de-semana. Quando liguei o rádio iniciava-se a intervenção de Raul Vaz, personagem do comentário político que a Antena1 insiste em apresentar como especialista em questões de política nacional.

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A superioridade curricular de Varela, Raquel

«Lisboa, uma cidade à venda», poderia bem ser o título deste post. Como o poderia ser «o avanço da gentrificação nas grandes cidades» ou mesmo um pequeno texto sobre como as políticas municipais e nacionais estão a transformar as cidades num espaço apenas acessível a elites económicas, expulsando do seu centro quem desde sempre o habitou por não terem condições para permanecer nestes espaços, agora de elite.

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