É verdade que quando alguém se intitula alguma coisa, por princípio devemos respeitar esse título. Cada pessoa pensa como pensa e sobre isso não há discussão. Mas também é verdade que há pessoas que produzem pensamento e pensamentos com base em pressupostos historicamente e factualmente errados. Apesar de um mesmíssimo facto servir, por vezes, para corroborar teses opostas, há factos que não se prestam a interpretações tão abertas e a leituras tão maleáveis. A estas pessoas, talvez tenhamos de chamar à atenção, talvez tenhamos de lhes dizer de forma franca e aberta que elas não são o que pensam que são.
Este é o nosso cinema
O que arde cura, Almas Censuradas, A Máquina, Lápis Azul, Casa Manuel Vieira, Fontelonga, Outro Homem Qualquer, Alda, Brincar, Longe do Éden, Gambozinos, Luminità, Ophiussa, Terra de Ninguém, A Batalha de Tabatô, O Frágil Som do Meu Motor, Além de ti, Um Fim do Mundo, Até Amanhã Camaradas, Quarta Divisão, É o Amor, A Última Vez que Vi Macau.
A incondicional condição de António Costa
Há menos de cinco anos, António Costa dava esta entrevista. Em apenas dois minutos e com a banda sonora do Exorcista no fundo, o actual “candidato a primeiro-ministro” é peremptório:
António Costa: Eu estou impossibilitado (de ser primeiro-ministro) porque tenho um compromisso fundamental com a minha cidade. Foi isso que disse que faria, é isso que vou fazer e é assim que tudo deve continuar.
A Missão de Barroso foi Cumprida
Durão Barroso terminou a sua muito bem paga função de presidente da Comissão Europeia com o mais retumbante sucesso. Sucesso, diga-se, tendo em conta evidentemente os interesses que serve, ou dos quais faz parte, nomeadamente alcançando na plenitude o seu grande objectivo ideológico: servir os poderosos, subjugar e capturar os mais fracos. Hoje a realidade social e económica dos países-membros da UE não deixa margem para dúvidas: os países ricos estão mais ricos, as grandes potências crescem ou consolidam-se, e os países pobres estão nitidamente mais pobres, nos lugares últimos que lhes estarão ad aeternum reservados.
Produtividade
Não há guru da gestão, comentador de assuntos económicos ou especialista em generalidades que não apresente ciclicamente o argumento da produtividade na hora de discutir aumentos salariais no país com mais baixos rendimentos da europa ocidental. Aumentos sim, mas apenas em tese, género de difusa intenção agendada para o dia do tal santo – o de “São Nunca à tarde” – que não chega.
O amor nos tempos de ébola
Esta semana, Margaret Chan, a Directora-geral da Organização Mundial de Saúde, explicou a inexistência de uma vacina contra o ébola: «uma indústria farmacêutica baseada no lucro não investe em produtos que o mercado não possa pagar».
Um fato à medida dos mais ricos
Ideologia impagável.
É habitual que nos filmes venham personagens do futuro para salvar a humanidade ou uma comunidade específica. Em Portugal, como noutros países chamados periféricos, vieram ideias do passado para destruir o presente e nos lixar o futuro.