Princípio do utilizador pagador… e do produtor pagador!

A estranha dualidade de como se continua a publicar ciência no mundo parece escapar à atenção da maioria da comunidade que teima em não deixar para trás um sistema arquitectado para o controlo e para o lucro. Mesmo havendo duras críticas por parte de muitos investigadores, alguns com peso mediático por grandes feitos na ciência premiados até pelos maiores galardões das suas áreas como o Nobel ou a medalha Fields, e as suas insistências em recusar publicar nas editoras que olham para a edição e publicação científica como um negócio, a discussão está longe de ter a atenção que deveria ter, principalmente por parte dos intervenientes públicos responsáveis pelo financiamento da ciência e tecnologia em geral.

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Se toda a gente se juntar

O partido político do capital (PS-PPD-PSD-CDS-PP) prepara-se para nos próximos cinco anos impor ao país cortes no valor de mais sete mil milhões de euros. As vítimas: a saúde, a educação, os salários, as pensões e as reformas dos trabalhadores. Os vitimários: os banqueiros, os patrões e os latifundiários. E enquanto a economia do país dos ricos recupera, a economia do resto do país afunda-se na perpetuação dos sacrifícios e na destruição de Abril. Como dizia há meses um dirigente do PSD, o país está melhor, os portugueses é que vivem pior. Não nos esqueçamos de que não há um país mas dois, o de quem trabalha e o de quem explora e, sendo que o primeiro não precisa do segundo mas o segundo precisa do primeiro, a guerra civil (na acepção leninista) é inevitável. Daqui a dez ou a cem anos.

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Quatropães

Na vila de Quatropães cada um vive como pode. Aqui, quando se sai de casa a molhar os pés no mar, não se vive, sobrevive-se. No calor da revolução ocorrida há 40 anos, Quatropães cresceu em tudo menos nas fronteiras. Havia trabalho e pão e cultura; escolas e hospitais; mais fábricas e exércitos de mulheres e homens, com os filhos pela mão à espera do toque do sino que chamava para a entrada da escola, a que se seguia o toque de entrada na fábrica.

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A EGF e a Camorra.

Nesta altura de crise de valores – daqueles que se transaccionam na bolsa – tudo serve de pretexto para mais umas privatizaçõezinhas. Há pouco dinheiro nos cofres do Estado e ao que parece, vender empresas lucrativas por umas bagatelas pode injectar nas contas públicas o suficiente para equilibrar o défice pelo menos por três meses e assim apresentar boa contabilidade ao patrão alemão que agora até salsichas educativas nos impõe.

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“Exemplar”.

O que espanta nos resultados do referendo escocês é a escassa diferença entre “Sim” e “Não”. O que espanta é a extraordinária mobilização em torno da ideia e da ambição de independência, quando durante a campanha eleitoral todos os poderes do mundo – a União Europeia, os Estados Unidos, a NATO, o FMI, a banca, o governo inglês e até a rainha lá do burgo – ingeriram de forma clara no processo. Um processo “exemplar”, nas palavras de Teresa de Sousa, a eminência que opina sobre assuntos internacionais e europeus na rádio pública. De resto ouvi esta manhã na Antena1 que “os mercados respiraram de alívio com o resultado do referendo”. Alívio para os mercados, pesadelo para os povos.

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“When the shit hits the fan”

A língua inglesa tem uma expressão (“When the shit hits the fan”) que em português é mais ou menos traduzível – à letra – por “quando a trampa atinge a ventoinha”. A expressão alude à ideia de trampa projectada em todas as direcções, manchando quase aleatoriamente aqueles que apanha pelo caminho. Lembrei-me dela hoje quando vi a capa da Visão.

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“Fácil, barato e dá milhões” por António Filipe

Ele diz aquilo que pensa que as pessoas gostam de ouvir. Sem dizer uma palavra sobre o que propõe para o país, ou para o que quer que seja, ataca políticos e magistrados, ataca patrões e trabalhadores, diz mal da esquerda e da direita, critica a impunidade dos criminosos e a autoridade dos juízes. Fez-se um símbolo dos sem papas na língua, que disparam sobre tudo o que mexe, com um discurso justicialista, homofóbico, populista.

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Sim à Escócia Independente!

Celebra-se hoje na Escócia o referendo que deposita nas mãos do seu povo a soberania perdida há quatrocentos anos. Mas não nos iludamos, se o sim ganhar, o povo escocês continuará oprimido. A liberdade verdadeira só virá com o socialismo e, como se perguntava Connolly, de que serve substituir a Union Jack, por outra qualquer bandeira, se quem continuará a governar serão outros representantes da mesma burguesia?

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