Já está no ar a Cassete Pirata #6

📼 🏴‍☠️ O sexto episódio da Cassete Pirata, o podcast do Manifesto74, tem como tema central a luta dos trabalhadores nestes tempos de inflação e conta com a participação de:

– António Santos (Moderador) Luís Baptista (Dirigente do Sindicato de Hotelaria do Sul), Mafalda Santos (Coordenadora pelo distrito de Setúbal do Movimento Os Mesmos de Sempre a Pagar), Rogério Silva (Secretário-Coordenador da Fiequimetal) e Sebastião Santana (Secretário Geral da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública).

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Em Cuba não se aluga a barriga de ninguém

Enquanto em Itália se votava para eleger o primeiro governo de extrema-direita desde Mussolini, na pequena ilha no meio do Atlântico que todos os dias nos dá 10 a 0, votava-se, 24 rascunhos depois, um referendo de amor e democracia, ou o novo Código das Famílias que, por sinal, é o mais progressista que o mundo já viu, e cuja redacção contou com o contributo de cerca de 70% do eleitorado. Entretanto, continua claro qual destes países é, para o ocidente, uma democracia, e qual deles é uma ditadura.

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Do Ribeiro ambiental ao esgoto a céu aberto

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, vieram a público alguns especialistas instantâneos em diversas áreas: relações internacionais, geopolítica, geoestratégia, história, resolução de conflitos, estratégia militar, entre outros. E não estou a falar dos comentadores residentes nos diversos media, os tudólogos, que tanto têm opinião e sabedoria para disseminar sobre política internacional ou o melhor esquema tático do Benfica, a morte da rainha de Inglaterra ou a localização do novo aeroporto de Lisboa. Esta sabedoria, de quem veio ao mundo para nos iluminar, aos comuns mortais, é sancionada pelos jornalistas que os acompanham, sem que exerçam o seu dever de contraditório que, de tempos a tempos e dependendo dos convidados, exercem com veemência.

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Tornar-se imortal e, depois, morrer: homenagem a Godard

No filme À bout de souffle, Jean Seberg, na pele de uma jornalista, pergunta ao escritor famoso encarnado por Jean-Pierre Melville qual é a sua maior ambição na vida. Este tira os óculos escuros e a sua resposta é já proverbial: devenir immortel, et puis, mourir. Tornar-se imortal e, depois, morrer. Na eventualidade de Jean-Luc Godard ter ambicionado o mesmo, é seguro dizer agora que, se alguém o conseguiu, em 91 anos de vida e 63 de cinema, foi o próprio, teimoso como a obra que deixa, bela como um decreto de expropriação

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Em memória de Wiriyamu

Na passada sexta-feira o primeiro-ministro, de visita a Moçambique, fez um pedido de desculpas pelo Massacre de Wiriyamu. Foi o quebrar da nossa versão do “Pacto del Olvido”, e afronta uma série de gente. Durante décadas o Massacre de Wiriyamu (entre outros) foi olimpicamente ignorado. Mas aconteceu.

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Assim se faz um pobre

Com cara fechada sobre uma solenidade que denuncia o compromisso umbilical e político com os senhores da alta finança, lançou assim António Costa, nossa nova Dona Abastança, o anúncio de várias medidas paliativas que passam certidão de óbito a qualquer laivo de socialismo desta maioria parlamentar.

Numa altura em que se percebe que a inflação e a carestia de vida só paulatinamente voltarão a valores considerados dentro da normalidade, cenário confirmado por Mário Centeno, governador do Banco de Portugal e ex-ministro das finanças de António Costa, as medidas anunciadas pelo governo, de carácter extraordinário e temporário, não configuram um conjunto de soluções e respostas ao que enfrentam o povo e os trabalhadores portugueses. De facto, o anúncio resulta, em larga medida e em boa análise, num financiamento dos lucros do grande capital e dos sectores estratégicos, nomeadamente os energéticos e agro-alimentares, através do erário público, subsidiando de forma extraordinária o poder de compra dos trabalhadores, mantendo intocável a posição de privilégio económico e fiscal destes grupos.

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Trocou a pátria dos trabalhadores por 31 anos de pizza

“Trouxe a democracia”, dizem uns. Ora, depois do Gorbatchov a Rússia teve três presidentes: o Yeltsin, o Putin e o Medvedev. Quando dizem que o Gorbatchov trouxe a democracia, que democracia é essa? Do bêbado responsável pelo desmantelamento da URSS, do gajo que vocês actualmente comparam ao Hitler e ao Stalin AO MESMO TEMPO, ou do Medvedev, que vocês dizem que era só um fantoche do Putin? Quem afirma que o Gorbatchov trouxe a democracia tem pela frente a tarefa hercúlea e ingrata de provar que a Rússia pós-soviética é mais democrática do que a URSS.

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