A Guerra da Câncio

A Câncio despreza 3045 mortos civis, a Câncio diz que esses mortos civis são de ambos os lados mas não tem absolutamente nada que sustente essa afirmação. Apesar de não sustentar a sua afirmação, enche a boca para acusar o PCP de mentiras e omissões. Para a Câncio as 91 crianças sepultadas no beco dos anjos em Donetsk terão morrido de causas naturais e não assassinadas pela Ucrânia, provavelmente acha que a culpa é dos pais, tios, avós, vizinhos e restante população não soube ficar quietinha e aceitar de bom grado o golpe de 2014 e as suas consequências políticas.

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As hienas que vivem na estrumeira do seu pensamento

Fernanda Câncio acha que o Público devia explicar que o trabalho que o Bruno Carvalho está a fazer no Donbass, de quem o Público publicou um artigo, devia vir acompanhado de uma explicação por, supostamente, o Bruno ser “pró-russo”. Li a reportagem e não identifico ali qualquer sinal pró-russo, que não seja estar no lado da linha da frente onde mais nenhum português está, creio.

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Liberdade para Pablo González

O jornalista basco Pablo González foi preso pelas autoridades polacas, no passado dia 28 de fevereiro, junto à fronteira com a Ucrânia enquanto cobria o êxodo da população ucraniana em direcção à Polónia. Acusado de espionagem pró-russa, o jornalista está incomunicável desde então. O seu advogado não tem acesso ao seu cliente nem às acusações concretas que lhe são feitas. O único facto que é considerado indício é a dupla nacionalidade e a tradução do nome de Pavel para Pablo. Isto acontece na “democrática” União Europeia, que se arroga no direito de dar lições de liberdade ao mundo.
Exigimos a imediata libertação do jornalista Pablo González.

#FreePablo #FreePabloGonzalez

Comunista não entra

O executivo da Câmara Municipal do Porto, liderado por Rui Moreira, decidiu recusar o pedido da CDU para a cedência do Teatro Municipal Rivoli ao Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), para a realização de um concerto pela paz, sustentando a decisão dizendo que se tratava de uma iniciativa que era “promovida sob a égide de um partido político que tem vindo a branquear o hediondo ataque da Rússia à Ucrânia”. Se poderíamos pensar em algum momento que desvendada estava já a ampla campanha anticomunista que teve lugar nos últimos meses, que muitos empolaram cavalgando no seu saudosismo emocional para alimentar uma nova fase antidemocrática, estávamos profundamente enganados.

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Sobre o resultado das eleições

Perdi a conta ao número de variações de “o povo é burro e vota mal, agora vai ter o que merece, pobres de direita” que li no rescaldo das eleições.

Mas é claro que os pobres “são” de direita! Ao dominar a infraestrutura da sociedade, o capital domina também a sua superestrutura, tendo o monopólio da criação e circulação de ideias. A maioria das pessoas que vivem nesta sociedade com esta cultura partilham dessas ideias hegemónicas. Essa ideia de que os explorados não sabem o que é melhor para eles e votam contra os seus interesses por tacanhez é elitismo, é ter uma ética de esquerda mas uma epistemologia de direita, é uma ideia que nasce duma posição destacada, à parte e acima do povo.

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Justiça portuguesa ajuda neonazis a voltar a matar

Foi assim que um juiz português justificou a alteração da medida de coacção do conhecido e cadastrado neonazi Mário Machado para ajudá-lo a ir combater para a Ucrânia: “assim sendo, e considerando a situação humanitária vivida na Ucrânia e as finalidades invocadas pelo arguido para a sua pretensão, o arguido poderá deixar de cumprir a referida medida de coacção”.

Mário Machado, um dos assassinos de Alcindo Monteiro, é um criminoso condenado por várias agressões, roubo, sequestro, coacção, posse ilegal de arma, extorsão, discriminação racial, difamação, entre muitos outros crimes. A justiça portuguesa acaba de validar “as finalidades invocadas pelo arguido”, ou seja, juntar-se a grupos armados de extrema-direita, obter treino e experiência militar e voltar matar. É essa “a sua pretensão”.

Não passarão.

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Os lucros deles são os nossos bolsos vazios

A UE com apoio de PS, PSD e CDS empurraram o país para a liberalização e privatização de todo o sector energético. Hoje são os trabalhadores, as famílias e a economia que pagam a factura dessa opção. O aumento do preço dos combustíveis, do gás e da electricidade precisa de ser travado. Pela recuperação do controlo público deste sector, nacionalização já!