A direita que a esquerda chora

Algures no ano de 2015, a Juventude Popular, organização da juventude do CDS,  avançava com o cartaz que ilustra este artigo. A mensagem é clara e não é nova, tem décadas. A culpabilização do trabalhador desempregado e a estigmatização de que quem necessita de receber apoios sociais. A legenda não podia ser mais clara. A típica tirada dos “subsídios para quem não quer trabalhar”. A par disto, as declarações de Nuno Melo sobre refugiados, Assunção Cristas ou Paulo Portas sobre Bolsonaro. O que levará, então, várias pessoas ligadas à esquerda, a acharem que o fim do CDS é uma perda para a democracia, como o eurodeputado do Bloco, José Gusmão?

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Great Reset ou Grande Salto em Frente?

O great reset, como lhe chamam os actuais teóricos e decisores do capitalismo global, é apresentado como a saída para a encruzilhada em que a humanidade se encontra perante as suas supostas incapacidades e perante as limitações do planeta em que vive. Até David Attenborough faz documentários para a Netflix em que nos alerta para os problemas da devastação da biodiversidade, relacionando-a com o número de seres humanos numa óptica verdadeiramente malthusiana, a juntar a toda a lavagem que sofremos diariamente, desde a escola à comunicação social em torno de erradas soluções para problemas reais.

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A OMC, as vacinas e a Teoria Crítica

Os países da Europa, EUA, Canadá, Japão, Brasil, Suíça e Austrália estão a bloquear, na OMC, a libertação das patentes de medicamentos e vacinas para a Covid-19, pedida pela Índia, África do Sul e outros Estados. De acordo com o The New York Times, 67 países pobres poderão vacinar apenas uma em cada dez pessoas, se o paradigma não mudar. Apesar de haver centenas de vacinas em estudos, em África, ainda nenhuma chegou à fase de ensaios clínicos. Este era o ponto da situação no final de dezembro.

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Assim não, Manuel Grilo.

Isto não pode passar em claro. Vamos aos factos. Reunião da Câmara Municipal de Lisboa. Há um voto em cima da mesa sobre Auschwitz e o holocausto nazi que refere uma condenação do fascismo português. A vereadora do PSD sugere que se substitua a expressão por outras ditaduras e totalitarismos e o vereador bloquista Manuel Grilo aceita a proposta. De seguida, o vereador comunista João Ferreira protesta porque percebe que o objectivo é incluir o comunismo na condenação. Manuel Grilo finge que não mas Teresa Leal Coelho logo de seguida aponta o dedo ao fascismo e ao comunismo. Recordo, estamos a falar do holocausto nazi.

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Sequestrados e sem direitos políticos

Eduardo Gajeiro - 1° de Maio de 1974

Há cerca de duas semanas, em conversa telefónica, a minha mãe, residente num lar, manifestou que queria votar, de uma forma tão categórica que até me surpreendi, já que ela tem por hábito delegar todo o tipo de decisões para os filhos. É certo que ela nunca deixou de votar e que para isso nunca manifestou a mais mínima indecisão. Fui procurar o que havia sido decidido sobre o assunto e nada. Nada de nada.

Uns dias depois dizem-me que aos lares serão aplicadas as mesmas regras que às pessoas em confinamento obrigatório. Na página do SGMAI não há nada sobre isso mas oiço e leio algures essa confirmação. Como o prazo para requerer o voto nessas condições era entre 14 e 17, e no dia 14 não tive oportunidade de falar com a diretora do lar, falei com ela no dia 15.

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